A Polícia Civil investiga se os três criminosos presos durante uma operação realizada nesta sexta-feira (22), em Belford Roxo, têm ligação com a bomba caseira que explodiu no Ciep 388 Lasar Segall, no bairro Areia Branca, no início do mês. O artefato foi encontrado no pátio da escola no dia 8 de maio e deixou 10 estudantes feridos.
Segundo as investigações, os presos são apontados como integrantes da facção criminosa que atua na região e podem ter relação direta com o artefato explosivo encontrado na unidade escolar.
Os detidos foram identificados como Clayton de Oliveira Vieira, conhecido como “Coroa”; Pedro Pimentel de Melo, o “Pedrim”; e Gabriel de Souza Silva, chamado de “Biel”.
De acordo com a Polícia Civil, Clayton é apontado como homem de confiança de José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, apontado pelas investigações como chefe do tráfico em Belford Roxo.
A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) como mais uma etapa da Operação Contenção, criada para frear o avanço do Comando Vermelho na Baixada Fluminense.
‘Bomba’ explodiu após alunos pegarem objeto estranho no pátio da escola
O caso aconteceu no Ciep 388 Lasar Segall, localizado na Rua Porto Sobrinho, no bairro Areia Branca. Segundo relatos de estudantes, o artefato era feito com um tubo de PVC e continha pregos, porcas e parafusos.
Ainda conforme testemunhas, o objeto estava no pátio da escola e acabou sendo manuseado por alunos. Em seguida, houve a explosão.
Dez estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, ficaram feridos. As vítimas tiveram lesões nos pés, pernas, abdômen e rosto, além de relatos de incômodo auditivo causado pela explosão, e foram socorridos e encaminhados para o Hospital Municipal de Belford Roxo.
Apesar do susto, nenhum deles sofreu ferimentos graves.
A Polícia Civil segue investigando como o explosivo foi parar dentro da escola e tenta esclarecer se o episódio tem ligação com a atuação do tráfico na região.

