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Início Águas do Rio

Águas do Rio

20/05/26 09:00
  • Conteúdo de Marca Conteúdo de Marca

Avanço do saneamento é fundamental para combater desigualdades sociais no país

Especialistas, como o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, discutiram a relação entre saneamento básico, saúde pública e qualidade de vida em encontro no Rio.

Especialistas, como o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, discutiram a relação entre saneamento básico, saúde pública e qualidade de vida em encontro no Rio – Foto: Águas do Rio

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Cerca de 32 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água tratada e 100 milhões sem coleta de esgoto. Para muitos deles, uma simples infecção intestinal é o suficiente para desorganizar tudo: a criança falta à escola, os pais perdem dias de trabalho e a renda encolhe. Semanas depois, o ciclo recomeça. Mesmo cenário, mesma causa.

Os números oficiais do governo federal, inclusive, mostram o tamanho do problema: somente em 2024, o Brasil registrou mais de 330 mil internações por doenças relacionadas à água contaminada, segundo o DataSUS.

Foi para enfrentar esse cenário que médicos, pesquisadores e agentes comunitários de saúde se reuniram no encontro “Saneamento e Saúde em Diálogo”, promovido pela Águas do Rio, empresa da Aegea, na Zona Portuária. O debate girou em torno dos impactos da precariedade sanitária no cotidiano das comunidades e do papel do saneamento como ferramenta de transformação social.

Os ‘diamantes do SUS’ na linha de frente

Médica pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo participou do encontro e classificou os agentes comunitários de saúde como os “diamantes do SUS”. Para ela, esses profissionais são capazes de transformar orientação técnica em prevenção dentro das comunidades, criando vínculos de confiança e aproximando informação de quem mais precisa.

“Sem vocês, tudo que nós fazemos cai por terra. São os agentes que levam a informação para dentro das comunidades, que convencem, que acompanham. Eles são fundamentais para que as transformações trazidas pelo saneamento de fato cheguem a quem mais precisa”, afirmou Dalcolmo, que também é embaixadora do projeto Saneamento Salva, plataforma da Aegea que reúne dados, notícias e análises sobre os avanços do setor no país.

Margareth Dalcomo cumprimenta agente de saúde após fazer elogios a esses profissionais
Margareth Dalcomo cumprimenta agente de saúde após fazer elogios a esses profissionais – Foto: Águas do Rio

Maria Fantinatti Fernandes, pesquisadora e doutora em Ciências pela Fiocruz, foi outra especialista a participar do debate e alertou para os impactos da falta de saneamento sobre o desenvolvimento infantil. A especialista destacou que crianças expostas continuamente à água contaminada e ao esgoto convivem com infecções intestinais recorrentes capazes de comprometer a absorção de nutrientes essenciais ao crescimento e ao desenvolvimento cognitivo.

“Quando falamos de saneamento, falamos de futuro. Uma criança que cresce exposta ao esgoto tem seu desenvolvimento comprometido, e isso afeta o aprendizado, a saúde ao longo da vida e, no fim, as chances que ela terá. As doenças geradas pela falta de saneamento acabam prendendo essa criança a uma vida na pobreza”, explicou Fantinatti.

Fantinatti, da Fiocruz: falta de saneamento pode prender uma criança a uma vida na pobreza
Fantinatti, da Fiocruz: falta de saneamento pode prender uma criança a uma vida na pobreza – Foto: Águas do Rio

Para o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, um dos maiores desafios do país é romper com a naturalização histórica da precariedade sanitária. Segundo ele, gerações inteiras cresceram sem experimentar algo básico: abrir a torneira e confiar na água que chega às casas.

“Quem sempre teve saneamento nem sempre percebe a importância desse serviço. E quem nunca teve acaba naturalizando situações de risco. É uma injustiça que a gente precisa nomear e enfrentar”, afirmou.

Ampliar infraestrutura para reverter cenário histórico

No Rio de Janeiro, a ampliação da infraestrutura aparece como uma das principais apostas para enfrentar esse cenário. Desde novembro de 2021, a Águas do Rio já investiu R$6,3 bilhões em obras de abastecimento e coleta e tratamento de esgoto, beneficiando diretamente 3,5 milhões de pessoas nos 27 municípios onde atua. Ao longo dos 35 anos de concessão, a previsão é que esse volume alcance R$24,4 bilhões, com meta de universalização dos serviços até 2033, conforme prevê o Marco Legal do Saneamento.

Obras de saneamento na Maré: equipes da Águas do Rio avançam na construção de um coletor que vai captar o esgoto produzido no conjunto de favelas e levar para tratamento
Obras de saneamento na Maré: equipes da Águas do Rio avançam na construção de um coletor que vai captar o esgoto produzido no conjunto de favelas e levar para tratamento – Foto: Águas do Rio

Um exemplo desse olhar está para o conjunto de favelas da Maré, na Zona Norte carioca, que recebeu os primeiros moradores nos anos de 1940. Na região a concessionária vai investir R$120 milhões para coletar e tratar o esgoto dos seus 200 mil moradores, além de também garantir a universalização no abastecimento de água. As obras devem ser concluídas até dezembro do ano que vem.

Os impactos da expansão do saneamento também devem alcançar a economia. Segundo o Trata Brasil, a universalização dos serviços apenas na área atendida pela concessionária pode gerar economia de R$101,4 milhões em despesas médicas até o fim da concessão. Outros R$4,9 bilhões devem ser gerados em produtividade até 2056.

Informação como ferramenta de prevenção

Foi pensando em fortalecer o trabalho de quem atua diretamente nas comunidades que a Águas do Rio lançou, durante o evento, a cartilha educativa “Saneamento Básico é Vida”, voltada aos agentes comunitários de saúde que atuam em Clínicas da Família e Centros de Saúde do Rio e da Baixada Fluminense.

O material reúne orientações acessíveis sobre como reconhecer doenças transmitidas pela água e pelo esgoto, limpar corretamente a caixa d’água e entender os benefícios das obras da Águas do Rio.

O agente comunitário de saúde Alexandre Silva resumiu bem o que esses encontros significaram na prática.

“Estamos recebendo informações bem específicas sobre saneamento, o que está ajudando no nosso trabalho. Por exemplo, a gente agora sabe como orientar da forma mais correta sobre a limpeza da caixa d’água e explicar para o morador a importância desse hábito para a qualidade da água que ele bebe”, contou.

Para Tâmara Mota, gerente de Responsabilidade Social da concessionária, a cartilha só funciona porque foi construída junto com os agentes de saúde.

“O conhecimento técnico só chega às famílias quando passa pelo filtro da experiência desses profissionais. Eles são o elo”, afirma.

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Márcio Canella dá parabéns a Douglas Ruas depois de sua sucessora, Mariana, anunciar apoio a Eduardo Paes

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João Arruda

08/10/2026 13:58

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), publicou uma foto dando parabéns a Douglas Ruas (PL), que teve a vitória em primeiro turno para governador confirmada uma hora atrás pelo Tribunal Superior Eleitoral, que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e aceitou a mudança na totalização. Canella, que foi o segundo deputado estadual mais votado no estado do Rio. “Novo governador do Rio de Janeiro. Que Deus abençoe sua nova trajetória”, escreveu.

A manifestação se deu seis dias depois de a prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella (União), que é integrante do grupo político de Márcio, declarar justamente apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD), ainda no fim da campanha do primeiro turno.

“Tenho certeza de que dia 4 você sairá com essa vitória, e meu voto é seu”, afirmou Mariana num evento de campanha.

Márcio Canella havia começado o ano já na engajado na campanha de Ruas. Em fevereiro, foi anunciado como pré-candidato ao Senado, no grupo político do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o acordo, Ruas disputaria o governo, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) seria vice e Canella e o então governador Cláudio Castro (PL) concorreriam às duas vagas de senador.

Antes do início oficial da campanha, em 3 de agosto, Canella anunciou sua desistência na candidatura ao Senado, decidindo tentar novo mandato de deputado estadual. O fato ocorreu depois ter sido preso flagrante, durante uma operação da Polícia Federal, em julho, com um fuzil sendo localizado em seu carro.

Já Rogério Lisboa declarou apoio a Paes em agosto. Enquanto isso, o grupo político de Canella mostrou proximidade com a candidatura de Pedro Paulo (PSD) ao Senado. Pedro Paulo é um dos principais aliados de Paes.

Com informações do jornal “O Globo”

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Política

Coligação de Eduardo Paes vai recorrer ao STF contra decisão que garante vitória de Douglas Ruas em primeiro turno

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Felipe Galeno

08/10/2026 13:38

A coligação de Eduardo Paes (PSD) anunciou, na tarde desta quinta-feira (08), que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir que haja um segundo turno das eleições para governador. O anúncio foi feito logo após o Tribunal Superior Eleitoral determinar a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) — o que garante que Douglas Ruas (PL) seja considerado eleito em primeiro turno.

A defesa do ex-prefeito do Rio vai pedir medida cautelar e defender que o resultado da apuração inicial de domingo (04), que apontava para segundo turno, seja mantido.

“Com base nos votos divergentes apresentados no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que defenderam o respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador, a coligação ‘Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir’ recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão. A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo”, informou, em nota, a equipe de Paes.

 

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Rio

Ônibus e caminhão batem na Washington Luiz; motorista fica preso nas ferragens

Foto de João Arruda
João Arruda

08/10/2026 13:09

Um ônibus da viação Vera Cruz bateu num caminhão, na pista sentido São Paulo, da Rodovia Washington Luiz, altura de Duque de Caxias, no início da tarde desta quinta-feira (08). O veículo atingiu a parede da loja de roupas Feirão Moda Rio. O motorista ficou preso nas ferragens.

Além dele, não há informações sobre outros feridos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e, às 12h50, foi retirado. A pista lateral do sentido São Paulo teve que ser fechada e o trânsito ficou congestionado no sentido Petrópolis.

Com informações da TV Globo.

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Política

Douglas Ruas celebra decisão do TSE que garantiu vitória no primeiro turno e agradece lideranças do PL no Rio

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Redação

08/10/2026 12:50

O novo governador do Rio, Douglas Ruas (PL), ainda não comentou oficialmente sua eleição em primeiro turno — mas, em vídeo postado no perfil do deputado federal Altineu Côrtes (PL), ele já apareceu agradecendo aos eleitores pelos votos.

O vídeo foi postado pouco antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lhe garantiu a vitória sem o segundo turno previsto na apuração inicial. A Corte decidiu anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), o que resultou na retotalização dos votos. No domingo (04), com os votos de Garotinho, a apuração indicava segundo turno entre Ruas e Eduardo Paes (PSD).

No vídeo, ele agradece a Altineu e ao candidato à Presidência, Flavio Bolsonaro (PL), além de seus coordenadores de campanha, Bruno Bonetti e Fábio Araújo.

“Primeiro, agradecimento a Deus; quero agradecer a todos que colaboraram nesse movimento de mudança para o nosso estado do Rio de Janeiro. [Quero] agradecer ao meu presidente do partido, deputado Altineu, que acreditou nesse projeto; ao nosso presidente Flávio Bolsonaro; aos meus coordenadores de campanha, Bruno Bonetti e Fábio Araújo. Vou dizer a vocês que sou muito grato e vamos juntos trabalhar para mudar o nosso estado do Rio de Janeiro”, disse.

 

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Política

Douglas Ruas está eleito governador em primeiro turno; por 5 a 2, votos de Garotinho são anulados pelo TSE

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João Pedro Lima

08/10/2026 12:30

Douglas Ruas (PL) está eleito governador do Rio de Janeiro em primeiro turno. Por placar de 5 a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira (08), o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos), mas defendeu a inelegibilidade do ex-governador — o que anula os votos recebidos por ele e retotaliza a apuração.

Com isso, Douglas Ruas passa a ter votos o suficiente para ser considerado eleito, sem a necessidade de um segundo turno com Eduardo Paes (PSD), conforme a apuração inicial das urnas concluiu.

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, deu o recado no início da sessão: por questões técnicas, era preciso decidir hoje. Com o entendimento da última instância eleitoral, Douglas Ruas (PL) atinge os votos válidos necessários para ser eleito governador do estado do Rio de Janeiro.

A decisão foi proferida em julgamento presencial da Corte,. A maioria dos ministros não seguiu o entendimento do MP Eleitoral, que havia dado parecer favorável ao pedido de desistência dos recursos de Garotinho.

Votos eram decisivos para um possível segundo turno

Com a decisão, os votos recebidos pelo ex-governador no primeiro turno são retirados definitivamente da contagem, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) deverá fazer uma nova totalização.

A recontagem muda o resultado da eleição e dá a Douglas Ruas  mais de 50% dos votos válidos, percentual necessário para a vitória em primeiro turno — Ruas passa de 49,27% para 50,88%, enquanto Eduardo Paes (PSD) fica com 44,16%.

Com isso, o segundo turno entre Ruas e Paes, que havia sido apontado inicialmente pela Justiça Eleitoral, deixa de ser realizado. A disputa estava marcada para 25 de outubro.

Como votou cada ministro

O relator, Floriano de Azevedo Marques, rejeitou o pedido de desistência apresentado por Garotinho e votou pela manutenção do indeferimento da candidatura, com a consequente anulação dos votos recebidos pelo ex-governador. Para ele, a desistência, apresentada depois do primeiro turno, não poderia interromper a análise do processo. Durante o voto, afirmou: “Nós somos parte do processo eleitoral e todas as nossas decisões interferem no meio político.”

Estela Aranha acompanhou integralmente o relator. A ministra entendeu que Garotinho não tinha direitos políticos para disputar a eleição e que sua situação jurídica impedia até mesmo a filiação partidária. Também votou pela retirada dos votos da totalização.

André Mendonça também acompanhou Floriano Marques. O ministro votou contra a desistência e pela anulação dos votos, defendendo uma nova totalização. “A retotalização não constitui providência excepcional”, afirmou.

Dias Toffoli foi o quarto ministro a acompanhar o relator. Ele votou pela rejeição da desistência e pela retirada dos votos de Garotinho da totalização. Para Toffoli, “esses votos são inexistentes”, já que o candidato não tinha condições de elegibilidade.

Ricardo Villas Bôas Cueva abriu a primeira divergência. Ele acompanhou Floriano na rejeição da desistência do recurso, mas discordou quanto aos efeitos sobre os votos e defendeu que eles fossem mantidos para a realização do segundo turno.

Sebastião Reis Júnior seguiu o relator quanto à desistência e acompanhou Cueva na manutenção dos votos. Para o ministro, os votos de Garotinho devem ser considerados exclusivamente para a realização do segundo turno, já que nenhuma das demais chapas alcançou maioria absoluta.

Último a votar, o presidente do TSE Kassio Nunes Marques, seguiu na íntegra o voto do relator. Em seu entendimento, Garotinho não pode seguir com os votos válidos por ter o registro de candidatura irregular.

“Acompanho o relator para não homologar o pedido de desistência do recurso, mantendo o indeferimento do registro da candidatura de Anthony Garotinho ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro. Anulados em caráter definitivo, os votos atribuídos ao candidato no primeiro turno das eleições 2026 devem ser excluídos da base de cálculo da votação válida, inclusive para aferição da maioria absoluta”, destacou o presidente da Corte.

Entenda o que estava em jogo

Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos no primeiro turno. O nome do ex-governador apareceu nas urnas porque o TSE havia permitido que ele permanecesse na disputa enquanto o recurso contra o indeferimento de sua candidatura estivesse pendente, apesar do indeferimento decidido pelo Tribunal Eleitoral do Rio.

Na sexta-feira (02), dois dias antes da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia revogado a liminar que mantinha Garotinho com as prerrogativas de candidato. Os votos dele passaram a ser considerados “anulados sub judice” até uma decisão colegiada da Corte.

Após a eleição, Garotinho desistiu do recurso que tentava reverter o indeferimento de seu registro. A decisão de desistir foi apresentada na segunda-feira (05), mas precisava ser analisada pela Justiça Eleitoral porque os efeitos do processo ultrapassavam a situação individual do candidato e poderiam alterar diretamente o resultado da eleição.

MPE foi favorável à desistência

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou favoravelmente à desistência de Garotinho. O parecer foi encaminhado ao TSE na terça-feira (06) e sustentou a possibilidade de homologação do pedido e, consequentemente, de anulação definitiva dos votos recebidos pelo candidato.

A procuradoria sustentou ainda que o caso é excepcional, pois ainda que o TSE rejeitasse a desistência e julgasse o mérito, a conclusão defendida pelo seria pela rejeição do recurso, mantendo a decisão que indeferiu o registro e tornando definitivamente anulados os votos dados a Garotinho. O posicionamento abriu caminho para que o caso fosse levado ao julgamento desta quinta.

Paes tentou manter segundo turno

A defesa de Eduardo Paes tentou impedir que a desistência de Garotinho alterasse o resultado das urnas. Em manifestação apresentada ao TSE na terça (06), a coligação pediu que a Corte não homologasse a desistência e que os votos do ex-governador fossem considerados no cálculo da maioria absoluta necessária para definir se haveria segundo turno.

Os advogados de Paes argumentaram que Garotinho participou normalmente da eleição, fez campanha e recebeu os votos dos eleitores e, portanto, não poderia, depois de conhecer o resultado das urnas, desistir do recurso e provocar uma mudança no desfecho da disputa.

Para a defesa, a retirada dos votos poderia alterar artificialmente a necessidade de realização do segundo turno.

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Política

4 a 2 no TSE: Sebastião Reis Júnior segue Villas Boas, vota pelo segundo turno e defende manutenção dos votos de Garotinho, mesmo com desistência do recursos

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

08/10/2026 12:22

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou o relator Floriano de Azevedo Marques ao votar contra o pedido de desistência apresentado pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso que questiona o indeferimento de sua candidatura ao governo do estado.

Na análise dos efeitos sobre os votos recebidos pelo ex-governador, porém, Reis Júnior acompanhou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva e divergiu da maioria, votando pela manutenção dos votos de Garotinho na totalização da eleição.

O ministro defendeu que os votos atribuídos a Garotinho sejam considerados para a realização do segundo turno, já que, em sua avaliação, nenhuma das demais chapas alcançou a maioria absoluta dos votos válidos.

“No que diz respeito à destinação dos votos conferidos a Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira, e a Luis André de Moura Monteiro, os votos devem ser calculados unicamente para finalidade de realização do segundo turno da eleição, considerando que nenhuma das demais chapas registradas alcançou a marca constitucional na maioria absoluta dos votos válidos”, votou o ministro.

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Política

Caso Garotinho no TSE: Ricardo Villas Bôas Cueva segue o relator sobre desistência do recursos, mas vota pela manutenção dos votos do ex-governador

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

08/10/2026 12:14

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou o relator Floriano de Azevedo Marques na rejeição do pedido de desistência apresentado pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos), mas divergiu na análise dos efeitos da decisão e votou pela manutenção dos votos recebidos pelo ex-governador na eleição para o governo do Rio.

Com o voto durante o julgamento da Corte nesta quinta-feira (08), Cueva abriu a primeira divergência no plenário do TSE. O placar está em 4 a 1 pela rejeição da desistência e pela anulação dos votos de Garotinho, formando maioria pela decisão.

“Julgo prejudicado o recurso ordinário por perda do objeto, bem como o pedido de desistência, preservados os efeitos da totalização do primeiro turno para fins de realização do segundo turno das eleições de 2026 para o cargo de governador do estado do Rio”, disse o ministro.

Com a exclusão dos 274.411 votos recebidos por Garotinho, Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos, ultrapassa a marca de 50% e pode ser eleito governador do estado do Rio já no primeiro turno.

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Política

4 x 0: TSE forma maioria para declarar Douglas Ruas eleito governador em primeiro turno; Toffoli segue o relator para anular votos de Garotinho

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

08/10/2026 11:50

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou o entendimento do relator Floriano de Azevedo Marques no julgamento do caso Anthony Garotinho (Republicanos), nesta quinta-feira (8), que defendeu a inelegibilidade do ex-governador.

Com o voto, o placar chegou a 4 a 0 pela rejeição do pedido de desistência apresentado pela defesa do ex-governador e pela anulação dos votos recebidos por ele na eleição para governador do Rio.

Toffoli também acompanhou o relator na análise do mérito do recurso e votou pela manutenção do indeferimento do registro de candidatura de Garotinho. Com a maioria formada, o TSE caminha para determinar a retirada dos votos do ex-governador da totalização e o recálculo do resultado do primeiro turno, que dá a vitória a Douglas Ruas (PL).

Toffoli afirmou que a candidatura de Garotinho “é inexistente”, e por isso não vê como “considerar válidos” os votos.

Não é que é nula a capacidade política. Ela é inexistente. O que é inexistente é desconsiderado a qualquer tempo, a qualquer hora. Então, por muito mais razão sendo condições de elegibilidade, não há como computar esses votos como votos válidos para nenhum fim. Para mim esses votos são inexistentes, não sem anulados e nem nulos porque aquele candidato não tinha condições de elegibilidade”, destacou o ministro.

O que está em jogo

O julgamento no TSE analisa o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho no recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que indeferiu seu registro de candidatura ao governo do estado por inelegibilidade.

O processo é relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que entendeu que Garotinho não poderia interferir no processo eleitoral por contra própria ao desistir dos recursos. Ao julgar os méritos do recurso em si, o relator defendeu a inelegibilidade do candidato, seguindo o entendimento do TRE-RJ.

O entendimento de Marques foi acompanhado pelos ministros Estela Aranha, André Mendonça e Dias Tofolli, formando a maioria de 4×0 pelo entendimento.

Garotinho recebeu 274.411 votos no primeiro turno, o equivalente a 3,17% dos votos válidos. Caso os votos sejam retirados da totalização, será necessário recalcular o resultado da eleição. Nesse cenário, Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno com 49,27%, ultrapassaria os 50% dos votos válidos e seria eleito governador já no primeiro turno.

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Política

Placar marca 3 a 0 pelo fim da eleição no primeiro turno: ministro André Mendonça acompanha relator e vota pela anulação dos votos de Garotinho

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

08/10/2026 11:33

No julgamento da desistência do recurso de Garotinho (Republicanos) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (08), o ministro André Mendonça também acompanhou integralmente o voto do relator Floriano de Azevedo Marques no julgamento do caso Anthony Garotinho (Republicanos).

Ele votou contra o pedido de desistência apresentado pela defesa do ex-governador no recurso que questiona o indeferimento de sua candidatura ao governo do estado do Rio. Mendonça também defendeu que a desistência não pode interferir no processo eleitoral.

Terceiro a votar, o ministro André Mendonça seguiu o entendimento de anular os votos de Garotinho e determinar “nova totalização dos votos”.

“A retotalização não constitui providência excepcional, destinada a modificar artificialmente o resultado eleitoral. Ao contrário, é consequência expressamente prevista no regime jurídico das candidaturas sub judice”, disse o ministro.

O que está em jogo

O julgamento no TSE analisa o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho no recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que indeferiu seu registro de candidatura ao governo do estado por inelegibilidade.

O processo é relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que entendeu que Garotinho não poderia interferir no processo eleitoral por contra própria ao desistir dos recursos. Ao julgar os méritos do recurso em si, o relator defendeu a inelegibilidade do candidato, seguindo o entendimento do TRE-RJ.

O entendimento de Marques foi acompanhado pelos ministros Estela Aranha e André Mendonça, formando 3×0.

Garotinho recebeu 274.411 votos no primeiro turno, o equivalente a 3,17% dos votos válidos. Caso os votos sejam retirados da totalização, será necessário recalcular o resultado da eleição. Nesse cenário, Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno com 49,27%, ultrapassaria os 50% dos votos válidos e seria eleito governador já no primeiro turno.

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Política

Caso Garotinho no TSE: ministra Estela Aranha acompanha relator e vota pela rejeição da desistência dos recursos e que votos sejam anulados

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João Pedro Lima

08/10/2026 11:24

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou integralmente o voto do relator Floriano de Azevedo Marques no julgamento do caso Anthony Garotinho (Republicanos), nesta quinta-feira (08). Ela votou pela rejeição do pedido de desistência apresentado pela defesa do ex-governador e pela anulação dos votos recebidos por ele na eleição para governador do Rio.

Durante o voto, Estela defendeu que a decisão seja tomada com cautela e com base em critérios técnicos. A ministra também acompanhou o relator na análise do mérito da candidatura e afirmou que Garotinho não tinha direitos políticos para disputar a eleição.

“Uma vez considerados anulados definitivamente os votos do recorrente, entendo ser necessário (…) haver retotalização dos votos, razão pela qual não deve haver realização de segundo turno”, afirmou a ministra.

Segundo Estela, a situação jurídica do ex-governador impedia não apenas o registro da candidatura, mas também sua filiação partidária. A ministra considerou que, diante da inelegibilidade, Garotinho não poderia ter participado da disputa pelo governo do estado.

A ministra também votou para que os votos recebidos por Garotinho sejam retirados da totalização e que o resultado da eleição seja recalculado pela Justiça Eleitoral.

O que está em jogo

O julgamento no TSE analisa o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho no recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que indeferiu seu registro de candidatura ao governo do estado por inelegibilidade. O processo é relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que entendeu que Garotinho não poderia interferir no processo eleitoral por contra própria ao desistir dos recursos. Ao julgar os méritos do recurso em si, o relator defendeu a inelegibilidade do candidato, seguindo o entendimento do TRE-RJ.

Garotinho recebeu 274.411 votos no primeiro turno, o equivalente a 3,17% dos votos válidos. Caso os votos sejam retirados da totalização, será necessário recalcular o resultado da eleição. Nesse cenário, Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno com 49,27%, ultrapassaria os 50% dos votos válidos e seria eleito governador já no primeiro turno.

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