O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) negou, por unanimidade, um pedido feito pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho para transferir o julgamento da morte de Henry Borel para outra cidade. Os advogados queriam deslocar o júri do Rio para Brasília, Curitiba ou municípios do interior fluminense.
A decisão mantém o julgamento na capital para o dia 25 de maio.
Os advogados de Jairinho tentaram justificar o pedido citando “intensa exposição” do caso no Rio. Eles citaram cartazes e outdoors sobre o caso espalhados pelo município e alegaram que a publicidade comprometeria a imparcialidade dos jurados cariocas.
Porém, o relator do processo, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, rejeitou o argumento e afirmou que a repercussão pública não justifica a mudança de foro.
Julgamento do caso Henry Borel foi adiado em março
O julgamento foi marcado para maio após a sessão anterior ser adiada. Em março, a defesa de Jairinho abandonou o plenário durante o julgamento, o que obrigou a juíza Elizabeth Machado Louro a remarcar a sessão. Ela classificou o ato como uma manobra indevida e multou os defensores pelos custos operacionais do dia.
O episódio também motivou o retorno da mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, à prisão, após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela havia obtido liberdade temporária, mas o benefício foi revogado sob o argumento de que o atraso no processo resultou de táticas da própria defesa.
O ex-vereador e a mãe de Henry Borel são acusados pelo assassinato do menino de 4 anos, que aconteceu em 2021. Borel foi vítima de pelo menos 23 lesões no corpo e laceração hepática. A investigação policial aponta que a criança sofria torturas frequentes cometidas pelo padrasto, com o conhecimento da mãe.
Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.

