O projeto da Prefeitura do Rio para implantar um sistema de transporte por barcas nas lagoas da Barra da Tijuca enfrenta novos impasses financeiros e técnicos. Um estudo do Consórcio Lagunar Marítimo, vencedor da concessão, indica a necessidade de R$ 300 milhões adicionais para viabilizar a operação.
O investimento inicial previsto era de R$ 101,6 milhões, previsto no contrato de 25 anos. O relatório aponta “passivos ambientais” e obstáculos físicos que podem ter sido ignorados no edital original.
Entre as intervenções necessárias estão a elevação de pontes na Avenida Ayrton Senna, a desapropriação de um posto de gasolina e o remanejamento de residências e ciclovias. A maior parte do valor extra — cerca de R$ 220 milhões — deve ser usada para a dragagem de canais na Barra da Tijuca, já que o baixo nível da lâmina d’água impede a navegação das embarcações.
Projeto prevê atender 90 mil passageiros por dia
A proposta inicial prevê o transporte de até 90 mil passageiros por dia, com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento na região. No trajeto entre a Cidade de Deus e o Jardim Oceânico, a viagem cairia de uma hora para apenas 20 minutos.
O cronograma previa o início de uma operação experimental para agosto de 2026, mas as dificuldades técnicas podem afetar os prazos.
O presidente do consórcio, Nelson Florentino da Silva Filho, confirmou que o consórcio mantém o interesse em manter o serviço, mas não negou que a falta de previsão para as intervenções leva a empresa a estudar uma possível rescisão contratual.
O contrato assinado em outubro de 2025 prevê a entrega de cinco terminais na Barra da Tijuca e oito linhas até 2028.
A Companhia Carioca de Parcerias e Concessões (CCPAR) vai analisar o documento entregue pela concessionária. A prefeitura afirmou que o projeto segue em fase de estudos iniciais.
Com informações de Luiz Ernesto Magalhães, do jornal “O Globo”.

