O governador em exercício, Ricardo Couto, promete encaminhar à Assembleia Legislativa, até a próxima quinta-feira (30), um projeto de lei limitando o número de comissionados sem concurso público a 10% do total de funcionários em cada uma das 32 secretarias estaduais.
Enviar projetos ao legislativo é uma prerrogativa do governador — seja ele efetivo ou provisório. E a ideia já caiu no gosto do povo, que vê no governo do estado um grande cabide de empregos para protegidos de políticos e cabos eleitorais. Ou pior, para fantasmas que nunca aparecem no batente.
Resta saber até onde vai caminhar a proposta.
Couto não tem líder nem base
O desembargador e presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), que está no cargo por força das circunstâncias, não tem sequer um líder para chamar de seu e para representar os interesses do governo entre os 70 deputados. O que dirá uma base — conjunto de parlamentares aliados, que votam em bloco para aprovar uma proposta de interesse do executivo, ou barrar as que são nocivas ao governo.
Para piorar, o projeto não agrada nem um tiquinho à maioria dos habitantes do Largo da Carioca. Ao contrário. Há nobres ameaçando até levantar o número de comissionados no Tribunal de Justiça para provar que o caçador de marajás não se preocupa com o próprio quintal.
A semana promete.


E o penduricalho no TJRJ chamado auxílio moradia durante muito tempo não existiu. Foi uma invenção de Sérgio Cabral e da Alerj aprovado em 2013. Acho que o Cabral nunca tinha respondido processo no TJ até ser preso por dois juízes federais.
Acho que nesse caso ele também deverá limitar a 10% os comissionados do TJRJ né?