O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, enviou ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no fim da tarde desta terça-feira (14), informando a conclusão da retotalização dos votos das eleições de 2022 para deputado estadual.
No ofício encaminhado à ministra Cármen Lúcia, Mello Tavares comunica que o plenário da corte fluminense homologou o novo resultado em cumprimento à decisão do TSE, que determinou a cassação do diploma de Rodrigo Bacellar e a redistribuição dos votos.
Com isso, a Justiça Eleitoral do Rio dá por encerrada sua parte na execução da ordem vinda de Brasília.
A medida tem efeito político, mais do que burocrático. Abre caminho para a recomposição formal da Assembleia Legislativa do Rio e, por consequência, para a eleição do presidente da casa — num momento em que a crise sucessória do estado segue embaralhando a política fluminense.
O TRE cumpriu, comunicou e devolveu a bola.
Agora, com a retotalização oficialmente concluída e informada ao TSE, a pressão se desloca. Vai para a Assembleia Legislativa, que pode organizar a eleição para o substituto de Bacellar no comando da casa.
E para o próprio TSE — que precisa publicar o seu acórdão, já que a decisão do dia 24 de março já foi integralmente cumprida.

