O senador Flávio Bolsonaro abriu espaço para mais um nome da direita na disputa pelo governo do estado em outubro. Embora o PL tenha como pré-candidato o deputado estadual Douglas Ruas, ele postou um vídeo ao lado de outro aspirante na corrida pelo Palácio Guanabara, o apresentador, humorista e influenciador André Marinho (Novo).
O encontro foi publicado nesta terça-feira (7) nas redes sociais de André Marinho, que tem mais de 300 mil seguidores no Instagram. Ele ganhou projeção em programas de rádio e TV, como o “Pânico”, da Jovem Pan, justamente por confrontar e imitar Jair Bolsonaro — o que lhe rendeu o apelido de “tradutor” do ex-presidente.
André também é filho do empresário e político Paulo Marinho (Republicanos), suplente de Flávio no Senado. A relação entre o patriarca da família Marinho e os Bolsonaro teve altos e baixos: ele foi um importante cabo eleitoral de Jair em 2018, depois rompeu, apoiou o presidente Lula (PT) em 2022 e, mais recentemente, consolidou uma reaproximação.
‘Fizemos uma escolha: olhar para a frente!’
Além de declarar apoio a Flávio na disputa pela Presidência da República, o pré-candidato do Novo ao Palácio Guanabara disse que este é um momento de “virar a página”.
“Muita coisa aconteceu depois, e ninguém vai fingir que não teve peso. Mas, agora, fizemos uma escolha: olhar para a frente! Embora os ecos do passado ainda existam, foi o próprio Flávio quem, há dois anos, nos procurou para distensionar os ruídos e virar aquela página, revelando, muito antes de tudo, o papel conciliador, sereno e pacificador que hoje o Brasil inteiro já começa a enxergar nele”, escreveu.
O nome de André Marinho para o governo do estado não é consenso dentro da direita. Ao mesmo tempo, movimenta uma disputa que até então estava concentrada entre Douglas Ruas e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), abrindo mais espaço para a possibilidade de um segundo turno.


A movimentação política recente mostra que a direita no Rio de Janeiro está viva e em debate. O encontro do senador Flávio Bolsonaro com o comunicador André Marinho abre espaço para novas conversas dentro do campo conservador, que hoje reúne diferentes correntes e visões sobre o futuro do estado. 
Se houver uma liderança a ser seguida, muitos de nós estaremos prontos para obedecer com lealdade. Mas é preciso lembrar: acima de qualquer projeto político, dependemos cada vez mais de Deus e da responsabilidade de cada cidadão na hora de escolher seus representantes.
A direita tem uma característica diferente da esquerda: não é um bloco único. Existem várias opções, visões e caminhos. Isso pode gerar debate — e até divergência — mas também é sinal de pluralidade e liberdade.
Por isso mesmo precisamos manter espírito crítico. Não podemos cair na armadilha de criar políticos de estimação ou apoiar nomes apenas por paixão ou impulso. O Rio de Janeiro já sofreu demais com decisões precipitadas, projetos improvisados e lideranças despreparadas.
O momento exige maturidade política.
A escolha de candidatos precisa ser feita com critérios republicanos, preparo, compromisso com a verdade e capacidade real de governar.
Defender valores é importante.
Mas defender o futuro do Rio de Janeiro é ainda mais.