Quase seis meses após a megaoperação policial realizada na Penha e no Alemão, a Polícia Federal (PF) enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informando que a Polícia Militar do Rio ainda não enviou as imagens corporais dos policiais que atuaram na Operação Contenção — realizada em outubro de 2025 — que deixou 122 mortos.
No documento, assinado pelo diretor-geral da PF, o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues, há ainda o pedido de mais prazo para que peritos consigam analisar todo o material.
No pedido, Rodrigues afirmou que uma equipe formada por 10 peritos federais está mobilizada para analisar o material, mas que é inviável finalizar o trabalho no prazo de 15 dias anteriormente estipulado por ministros da Suprema Corte.
A soma do conteúdo é de aproximadamente 400 horas de gravação.

ADPF das Favelas
O ofício, presente no processo da ADPF 635 — conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece diretrizes para a atuação das forças de segurança nas comunidades — tem seis considerações totais. Entre elas, a informação de que a PF recebeu, até o momento, apenas imagens das câmeras de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil.
Desse material, dois arquivos de vídeo estão com erro de leitura, e outro foi enviado sem identificação.

