O programa Bairro Maravilha voltou ao radar da Prefeitura do Rio com novo impulso financeiro e expansão de frentes de obra. Depois de homologar R$ 24,9 milhões em intervenções, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (SMI) avançou mais uma etapa e abriu novos editais que somam quase R$ 40 milhões, ampliando o alcance das ações, sobretudo na Zona Norte.
O pacote, que será executado pelo secretário Wanderson José dos Santos, combina obras já autorizadas com novos projetos em fase de licitação, mirando a requalificação urbana de áreas historicamente marcadas por deficiência de infraestrutura básica.
Na prática, as intervenções envolvem pavimentação, implantação de sistemas de drenagem e melhorias viárias, com impacto direto na mobilidade e na redução de alagamentos — problemas recorrentes em diferentes regiões da cidade. As obras já homologadas se concentram em três frentes.
Em Vargem Pequena, na Zona Oeste, o Conjunto dos Bandeirantes (César Maia) recebe o maior aporte, de R$ 14,8 milhões, referente à primeira fase do projeto. No Tanque, também na Zona Oeste, a Comunidade Renascer será contemplada com intervenções na Travessa da Chácara e entorno. Já em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, a Rua Carneiro de Mendonça passará por uma revitalização completa.
Obras em Rocha Miranda e Irajá
Paralelamente, a Subsecretaria de Gestão publicou avisos de licitação para dois novos projetos de grande porte na Zona Norte, com foco em Rocha Miranda e Irajá. Juntas, as iniciativas somam quase R$ 40 milhões e devem ter o processo licitatório iniciado em maio.
Em Rocha Miranda, o projeto prevê obras de recuperação viária, drenagem e requalificação de espaços públicos, com foco em áreas sujeitas a alagamentos frequentes. Em Irajá, as intervenções seguem a mesma linha, com melhorias estruturais em ruas e comunidades que enfrentam problemas crônicos de infraestrutura.
Ambos os projetos têm prazo de execução de 720 dias, indicando um planejamento de médio a longo prazo voltado à melhoria do escoamento de águas pluviais e à ampliação da acessibilidade nessas regiões.
Somando os valores já homologados e os previstos nos novos editais, o investimento total chega a aproximadamente R$ 64,7 milhões. A maior parte dos recursos está direcionada a áreas que historicamente convivem com carências estruturais, sobretudo no que diz respeito à drenagem e pavimentação.
COM FÁBIO MARTINS




