A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação para desarticular uma organização criminosa acusada de desviar mais de R$ 500 milhões da Caixa Econômica Federal. Agentes cumprem 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.
Pelo menos dez pessoas foram presas. O principal alvo da investigação é o Grupo Fictor, holding que atua em setores como agronegócio, energia e mercado financeiro. A empresa quase se tornou a nova proprietária do Banco Master, antes da liquidação. Entre os investigados estão o CEO e fundador da empresa, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini.
Esquema usava rede de emrpesas para camuflar fraude
De acordo com as investigações, iniciadas em 2024, o esquema era estruturado para obter vantagens ilícitas por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras. O grupo utilizava uma rede complexa de empresas para movimentar e ocultar os valores desviados da Caixa.
A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas ligadas ao Fictor. Além disso, a decisão determinou bloqueio e sequestro de R$ 47 milhões em bens, como imóveis e veículos de luxo, ligados aos investigados.
Os acusados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
Grupo Fictor pediu recuperação judicial após liquidação do Master
Em novembro do ano passado, o Fictor chegou a anunciar a compra do Master, horas antes de o Banco Central anunciar a liquidação extrajudicial do banco. O acordo envolveria um aporte de R$ 3 bilhões. Com a liquidação, as empresas Fictor Holding e Fictor Invest perderam investimentos e pediram recuperação judicial.
Com informações do telejornal “Bom Dia Brasil”.

