O novo secretário especial de Segurança Urbana do Rio, Brenno Carnevale, assinou, no Diário Oficial desta quarta-feira (18), uma resolução que regulamenta o uso de câmeras corporais nos uniformes dos agentes da Força Municipal. Os agentes armados da Guarda, que atuam no município desde domingo (15), são obrigados a portar o equipamento em toda atividade realizada nas ruas.
O texto estabelece que as gravações devem ter sua integridade e autenticidade preservadas; alterar os arquivos originais registrados pelas câmeras é estritamente proibido para qualquer servidor do município. O sistema de gestão vai manter registros técnicos (logs e metadados) de todas as interações, inclusive em casos de descarte de imagens, para garantir a rastreabilidade de quem acessou ou manipulou os dados.
Registro visual de casos que envolvam disparos de arma de fogo será guardado por dois anos
O prazo de armazenamento das imagens gravadas pela Força Municipal vai variar de acordo com a gravidade da ocorrência. Registros que envolvam mortes, disparos de arma de fogo, prisões em flagrante ou investigações judiciais serão guardados por dois anos. Para os demais casos de rotina, o período de guarda será de 90 dias. Ambos os prazos podem ser prorrogados em casos específicos.
O acesso aos vídeos poderá ser requisitado por órgãos como o Ministério Público do Rio, a Defensoria Pública, tribunais, autoridades policiais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Advogados regularmente constituídos também podem solicitar as imagens por meio da Ouvidoria da Força Municipal. O prazo estabelecido para o fornecimento do material é de, no máximo, 20 dias.
Tratamento de imagens da Força Municipal deve seguir diretrizes da LGPD
Os próprios guardas que participarem das ações registradas também têm o direito de requerer acesso às imagens, seguindo procedimentos administrativos internos.
A resolução destaca, ainda, que o tratamento dos dados deve respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação. Em situações específicas, a prefeitura poderá fornecer cópias parciais ou utilizar recursos de anonimização — como desfoque de rostos, por exemplo — para proteger direitos fundamentais e a privacidade de terceiros envolvidos nas cenas.
As novas regras também valem para as câmeras instaladas em viaturas oficiais. A medida já entrou em vigor. Até a manhã desta quarta (18), os agentes da Força Municipal ainda não haviam precisado disparar armas de fogo durante patrulhamento na cidade.





O país se afundando em péssima administração e o prefeito criando seu modelo de polícia bolivariana aumentando ainda mais o custo do estado que vai pressionar cada vez mais aumento de impostos.
Oque tem uma coisa com a outra? Oque o prefeito tem com imposto estadual e problemas administrativos do país? Tá reclamando de uma nova guarda , mas se for roubado por um trombadinha vai reclamar da falta de segurança nas ruas…
Vc quis ser inteligentão no comentário, mas só demonstrou que nem sabia do que está falando.
Correto! Toda ação deve ser devidamente analisada e fiscalizada!
Parabéns!
Para que criar outra polícia?