O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, rebateu as críticas feitas pela base do prefeito Eduardo Paes (PSD) em relação à prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD). Segundo declaração do delegado nesta quinta-feira (12), a investigação envolveu todas as esferas legais e teve início em 15 de outubro de 2024.
Curi afirmou que todas as fases do processo foram seguidas corretamente e que a Polícia Civil “não escolhe alvo por posição política, por grupo ou por conveniência”. Ele também ressaltou que a representação pela prisão foi feita em 1º de janeiro de 2026 e recebeu parecer favorável do Ministério Público, além da autorização do Poder Judiciário.
“Ou seja, a análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes: a Polícia Civil, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Não é decisão de governo, é uma decisão da Justiça. Há uma prova ainda mais clara de que essa investigação é séria e não tem qualquer lado político: ela cortou na própria carne do Estado. Nessa operação, seis policiais militares foram presos, inclusive dois oficiais”, afirmou.
‘Polícia Civil não trabalha para grupo político’
O secretário ainda ressaltou que, durante uma investigação, se aparecem provas de crime, a polícia faz o que a lei manda: “investiga, pede a prisão à Justiça e cumpre a ordem”.
“Por tudo isso, a operação que resultou na prisão do vereador foi legal e legítima. A Polícia Civil não trabalha para grupo político e, quando a prova aparece, não importa quem seja, de qual grupo ou lado esteja, todos respondem perante a Justiça. No Rio de Janeiro, nosso compromisso é com a lei, a verdade e a justiça”, completou.
Prisão de Salvino vira troca de chumbo entre Paes e Castro
Salvino foi preso durante uma operação que investiga lavagem de dinheiro e apoio ao Comando Vermelho (CV). Segundo as apurações, o vereador teria negociado com traficantes da Gardênia Azul autorização para fazer campanha na região em troca da instalação de quiosques na comunidade.
O PSD de Paes, por sua vez, questiona as circunstâncias, o “caráter eleitoreiro” e os argumentos usados para a prisão de Salvino, com fortes críticas ao governador Cláudio Castro (PL). A sigla também denuncia um suposto uso político da Polícia Civil para perseguir adversários.
O que diz o vereador do PSD
Logo após a prisão, a defesa do parlamentar informou que repudia com veemência a acusação feita pela Polícia Civil. Eis a nota na íntegra:
“O vereador Salvino Oliveira repudia com veemência a acusação feita pela DGCOR da Polícia Civil, lamentando as truculentas e desnecessárias medidas tomadas em seu prejuízo, com base em narrativa evidentemente desprovida de provas, construída com propósito de macular a sua reputação com mentiras.
Salvino confia no Sistema de Justiça e provará a sua inocência no curso do processo, demonstrando à sociedade que o elegeu a verdade dos fatos, que confirmará, mais uma vez, a seriedade e a lisura do seu trabalho.”

