Ex-jogador dos clubes cariocas Vasco e Fluminense, Carlos Alberto foi expulso, nesta quinta-feira (12), do Condomínio Alphaland Residence Club, na Barra da Tijuca, em decisão da 1ª Vara Cível da Regional da Barra de 6 de março. A ação foi movida pelos moradores desde 2024, após ao menos 52 ocorrências atribuídas ao ex-atleta por “comportamento antissocial reiterado” — ou seja, repetição frequente de condutas que violam normas sociais, direitos alheios e regras de convivência, como agressividade e desrespeito a leis. O jogador ainda pode recorrer.
Segundo a sentença, os episódios teriam ocorrido entre junho de 2019 e março de 2023 e envolveriam ações de Carlos Alberto — morador do bloco 5, que já foi acusado de lesão corporal e ameaça dentro do condomínio — como festas com música alta em horários variados, gritaria, ofensas e uso inadequado de áreas comuns. Além disso, foram citados pelos moradores do condomínio — que foi representado pelo escritório Bragança & Feijó Sociedade de Advogados — relatos de agressões, danos ao patrimônio de vizinhos e até mesmo casos de “orgias sexuais na varanda”, ameaça de tiro e urina no corredor.
Carlos Alberto se defende e diz ser vítima de perseguição
O ex-jogador admitiu excessos relacionados ao volume da música, mas negou práticas mais graves atribuídas a ele, afirmando ser vítima de perseguição por parte do condomínio. O mesmo também pediu indenização por danos morais, alegando que as acusações prejudicaram sua imagem.
Na decisão, a juíza Erica Batista de Castro considerou que as provas demonstram “conduta antissocial reiterada e incompatível com a convivência no condomínio”. A magistrada também destacou que as multas aplicadas não foram suficientes para alterar o comportamento do ex-jogador, determinando, assim, a exclusão de Carlos Alberto do condomínio, retirando seu direito de usar o apartamento.
Com informações do Jornal O Globo.

