Se existisse um pódio para abertura de processos administrativos, o Detran-RJ subiria ao topo nos últimos tempos. Em um movimento incomum, a corregedoria do órgão publicou, em menos de uma semana, 20 portarias instaurando sindicâncias para apurar irregularidades internas. Depois de uma primeira leva de 14 procedimentos, o Diário Oficial da último dia 16 trouxe mais seis investigações, todas assinadas pela subcorregedora-geral Natalia Araujo Miller Fernandes Vianna.
O volume chama atenção não só pela quantidade, mas pelo alcance. São 18 sindicâncias punitivas (voltadas a casos já fundamentados), a maioria entre 2025 e 2026, e duas investigativas, incluindo um processo que remonta a 2023.
Nos bastidores, uma coisa é certa: não há mais espaço para processo parado.
Mesmo com o volume concentrado em poucos dias, o prazo segue o rito padrão — 30 dias para conclusão, conforme o Decreto nº 2.479/1979. Para dar conta da demanda, a corregedoria montou uma espécie de força-tarefa, com servidores designados para tocar os casos simultaneamente.
Entre os nomes escalados estão Jaqueline dos Santos Nunes Gonçalves e Romulo Sant’ana Gonçalves, responsáveis por parte das apurações mais recentes.
No mesmo pacote, o órgão também designou defensores dativos em alguns processos, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório dos servidores investigados.
COM FÁBIO MARTINS




