Policiais militares acusados de colaborar com a milícia e o tráfico de drogas são os alvos do terceiro dia seguido da Operação Anomalia, realizada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (11). Pelo menos sete PMs foram presos no Rio e em municípios da Baixada Fluminense.
Com o apoio da Corregedoria da PM, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão contra policiais militares na Taquara, na Freguesia, em Campo Grande e em Santa Cruz, além de Nova Iguaçu e Nilópolis. Todos os alvos foram afastados das funções oficiais por determinação judicial.
A investigação aponta que os policiais usavam o cargo para facilitar a logística do crime, blindar criminosos e ocultar valores obtidos de forma ilícita durante operações.
Ações da PF contra policiais suspeitos seguem determinações do STF
A operação é mais um desdobramento de uma força-tarefa formada pela PF para cumprir diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da chamada “ADPF das Favelas”.
Na segunda-feira (09), um delegado da própria PF — ligado à investigação que prendeu TH Joias — foi preso. Já na terça (10), um delegado e dois agentes da Polícia Civil foram alvos de mandados por suspeita de extorsão a traficantes. O objetivo central das ações é cortar as conexões entre o Estado e as facções criminosas no Rio.
Além do afastamento dos policiais presos nesta quarta (11), o STF também determinou o afastamento do sigilo de dados encontrados em dispositivos eletrônicos apreendidos durante as buscas.

