A defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, protocolou um pedido para impedir que o Ministério Público do Rio (MPRJ) possa usar os laudos da necropsia de Henry Borel no tribunal do júri, previsto para acontecer este mês. O crime completa cinco anos neste domingo (08).
Os advogados do ex-parlamentar acusam o médico legista responsável de ter adulterado o resultado do laudo. Ele teria alterado o documento em seis ocasiões. Segundo a defesa, as evidências das alterações estão em mensagens extraídas do celular do vereador Leniel Borel (PP), pai de Henry.
Dr. Jairinho acionou Polícia e Cremerj para questionar perícia; Leniel e órgãos negam
De acordo com o pedido protocolado, uma perita da Polícia Civil, Gabriela Graça, foi convidada, sob sigilo, para ajudar a acusação antes das modificações nos laudos do Instituto Médico Legal (IML). Os advogados de Dr. Jairinho acionaram a Corregedoria da Civil e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), que instaurou uma sindicância para apurar a conduta do legista.
Leniel Borel, MPRJ e Polícia Civil negam as acusações. O pai da vítima classificou o pedido da defesa de Dr. Jairinho como uma tentativa de “tumultuar o processo” e adiar o julgamento. Já a Polícia Civil disse, em nota, que toda a investigação seguiu critérios técnicos e que exames complementares de perícia foram realizados após o laudo inicial.
Dr. Jairinho está preso preventivamente desde abril de 2021. Ele é acusado pela morte do enteado, Henry, que tinha 4 anos de idade na época do caso. O laudo da necrópsia do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a criança morreu em consequência de hemorragia interna por laceração hepática por ação contundente. Ao todo, os exames apontaram 23 lesões no corpo da criança.
Com informações do jornal “O Globo”.

