A Polícia Federal (PF) indiciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, no inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas para integrantes do CV.
Além deles, outras três pessoas foram indiciadas. Uma delas é a ex-servidora da Alerj Flávia Júdice Neto, esposa do desembargador federal Macário Judice Neto, que foi preso por suspeita de vazar informações sobre operações da PF. Flávia trabalhou na Assembleia entre abril de 2023 e novembro do ano passado.
Os outros dois nomes indiciados foram Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. Os indiciamentos dos cinco foram por organização criminosa, obstrução de justiça e favorecimento pessoal. Apesar de ter sido preso durante as investigações, Macário não foi indiciado no inquérito.
Inquérito da PF pede quebra de sigilos dos acusados
O inquérito completo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui pedidos de quebra de sigilos telefônicos e bancários dos acusados. No documento, a PF justifica a solicitação apontando os indícios de um esquema de tráfico de influência envolvendo a Alerj e o Judiciário fluminense.
Bacellar foi preso em 3 de dezembro por acusações de vazamento de dados sigilosos da PF para favorecer o TH Joias, que foi preso em uma operação contra o tráfico de drogas. Ele deixou a prisão menos de uma semana depois, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, e cumpre medidas cautelares. Ele está de licença do mandato até 5 de março.
Já TH Joias segue preso. Ele está detido no Presídio Federal de Brasília. O ex-parlamentar é acusado de negociar armas com o CV.

