Quando não restar mais um brilhinho de glitter na pele dos foliões, e as escolas campeãs já tiverem comemorado o título (ou quase isso) na Sapucaí, os governistas voltam a discutir quem será o indicado pelos partidos da base para suceder Cláudio Castro no Palácio Guanabara.
A já famosa reunião entre o governador, o senador (e pré-candidato a presidente da República) Flávio Bolsonaro e o mandachuva estadual do PL, Altineu Côrtes, está marcada para segunda-feira (23).
Claro, se nada mudar até lá. Sabe a história de que a política é como uma nuvem no céu?
Pois é.
Castro vai encontrar Flávio Bolsonaro num outro patamar
A situação, hoje, permanece (quase) a mesma: de um lado, Castro defende que o seu secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, seja o candidato na eleição indireta da Assembleia Legislativa; do outro, Flávio quer um nome da política, mais competitivo e que tope disputar, no cargo, a reeleição em outubro.
Leva o troféu quem conseguir convencer o outro — e de quebra, seduzir Altineu, que, por enquanto, está com Flávio e não abre.
A disputa já se arrasta há semanas.
Mas a demora não foi lá muito boa para o governador. Enquanto o martelo não era batido, Flávio subiu alguns degraus nas pesquisas de intenção de voto para presidência.
E, agora, mais empoderado do que nunca, vai chegar à mesa de discussão com argumentos muito mais poderosos.

