Depois que manifestantes fizeram pichações em protesto contra atrasos e mudanças no pagamento de bolsas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) informou que fará uma reunião com alunos, às 15h desta segunda-feira (29), para discutir os auxílios estudantis.
Os universitários relatam que os atrasos no pagamento da bolsa-permanência e nos auxílios transporte e alimentação se estendem desde o começo deste ano. Além disso, o anúncio de cortes revoltou os jovens.
Atualmente, cerca de 2,6 mil alunos em vulnerabilidade social têm direito a R$ 1,2 mil por semestre em auxílio material; R$ 300 mensais em auxílio alimentação e, no mesmo valor, para passagem; e bolsa de apoio de R$ 706 mensais com vigência de dois anos.
Com as mudanças, que devem passar a valer a partir de agosto, o auxílio-alimentação fica extinto e o de material passa a ter uma redução de 50%. A bolsa permanência passa a ficar restrita aos estudantes que tem renda familiar de meio salário mínimo por pessoa.
O principal alvo dos manifestantes é a reitora Gulnar Azevedo que, durante a campanha eleitoral ao cargo, prometeu a manutenção do pagamento em dia dos auxílios. Pichações foram feitas, na sala da reitoria, com os dizeres “fora Gulnar”.
Em maio, protestos já tinham acontecido por conta da mesma situaçao. Na ocasião, o governo estadual se defendeu afirmando que cumpre rigorosamente o orçamento da Uerj, aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj) e que cabe à universidade, com autonomia administrativa, realizar a gestão financeira.