De acordo com a Polícia Federal, uma empresa que pertence ao ex-chefe da Polícia Civil do Rio Marcus Amim e a sua esposa recebeu R$ 1,821 milhão de uma companhia investigada na Operação Unha e Carne, em repasses mensais de cerca de R$ 70 mil.
A investigação também identificou que um posto de combustível ligado ao grupo adiantou R$ 1,62 milhão para Amim comprar uma casa de R$ 3,28 milhões em Camboinhas, Região Oceânica de Niterói.
Amim foi preso nesta quinta-feira (15), na oitava fase da operação, que também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do estado nas eleições deste ano, além de quatro inspetores da Polícia Civil.
Repasses mensais de aproximadamente R$ 70 mil
A quebra do sigilo bancário identificou transferências da ADM Oil Prestadora de Serviços para Postos de Gasolina para a Mamim Consultoria, empresa de Marcus Amim e de sua esposa, Lylyane Maia Correia Costa.
Segundo a PF, os repasses ocorreram entre 9 de abril de 2024 e 8 de maio de 2026, em pagamentos recorrentes de aproximadamente R$ 70 mil por mês, que totalizaram R$ 1,821 milhão.
Para os investigadores, o padrão é compatível com o uso de uma consultoria fictícia para dar aparência legal a pagamentos que, na prática, remunerariam a proteção e a influência do delegado.
A ADM Oil é apontada pela investigação como uma central de recebimento e distribuição de dinheiro do grupo. A empresa receberia valores da rede de postos e os repassaria a pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema.
A PF identificou ainda outros R$ 394.658 transferidos pela J R Posto de Combustíveis para a Mamim Consultoria.
Posto adiantou dinheiro para compra de casa de R$ 3,28 milhões
Os antigos proprietários de uma casa em Camboinhas, Niterói, relataram à PF que o imóvel foi vendido a Amim por R$ 3,28 milhões. O contrato foi assinado em 24 de dezembro de 2024, e a negociação foi concluída em abril de 2025.
Segundo depoimentos e registros bancários, um intermediário entregou R$ 160 mil em espécie na assinatura do contrato. Em 8 de abril de 2025, o Posto Pendotiba transferiu R$ 1,62 milhão aos vendedores, em vez de Amim.
Em 7 de maio, o posto fez outra transferência, de R$ 1,5 milhão, descrita como uma “garantia”. A PF afirma que não há esclarecimentos sobre a finalidade comercial do pagamento.
Em 23 de maio, os vendedores receberam R$ 1,51 milhão, mas devolveram integralmente o valor ao posto no mesmo dia, por orientação de Amim.
O posto estava registrado em nome das mulheres dos policiais civis José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Os dois também foram presos nesta quinta.
Ao analisar as movimentações, a PF concluiu que R$ 1,62 milhão do preço do imóvel foi efetivamente adiantado pelo posto, e não pelo delegado, configurando em possível dissimulação da origem do dinheiro.
PF aponta sociedade oculta em posto de combustíveis
Além dos repasses à consultoria e dos pagamentos relacionados ao imóvel, a PF afirma que Amim seria sócio oculto da Gasmix Alcântara, ao lado dos irmãos Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes, ambos policiais civis presos na operação.
Segundo a investigação, a participação dos três não aparecia nos registros públicos da empresa, que permanecia formalmente em nome das mulheres de José Carlos e Pablo Russo.
Anotações apreendidas na casa de José Carlos também registravam repasses a uma pessoa identificada como “Amim”, provenientes de diferentes postos de combustíveis. Para a PF, os documentos reforçam os indícios de participação do delegado na estrutura financeira do grupo.
Com informações do G1.
Comentários 1
Muito provável que o descarrilamento do trem se deu por desgastes dos trilhos ou falta de manutenção do trem. Mais como ninguém quer se responsabilizar pelo ocorrido tem que culpa alguma coisas pelo que aconteceu. Os dormentes estão todos gastos e as rodas dos trens atuais são diferentes dos trens antigos.
Como as rodas dos trens rolam sobre os dormentes, qualquer variação de espaço entre as linhas é fatal para causar o descarrilamento .