A servidora Mônica Maia Ornellas recebe atualmente salários da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e da PortosRio. Somadas, as remunerações chegam a R$ 29.319,49 brutos por mês. A situação chama atenção porque ela mantém um cargo comissionado na Assembleia ao mesmo tempo em que exerce uma função de 40 horas semanais na empresa pública federal.
Em 15 de janeiro de 2026, Mônica tomou posse como funcionária extra-quadro da PortosRio. Ela foi lotada na Gerência de Gestão de Contratos, setor em que cumpre jornada de 40 horas semanais, o equivalente a 200 horas mensais. Pelas atividades desempenhadas, Mônica recebe remuneração bruta de R$ 20.651,72. Após os descontos obrigatórios, o valor líquido pago mensalmente é de R$ 15.154,52.
Apesar da nomeação para a função na PortosRio, a servidora continuou vinculada à Alerj, onde trabalha desde fevereiro de 2011.
Nomeação para cargo de 40 horas na PortosRio ocorreu sem interrupção do vínculo com a Alerj
Sua trajetória na Assembleia começou como assistente parlamentar, função que exerceu por cerca de 12 anos. Em agosto de 2023, foi promovida ao cargo de Assessora Parlamentar V, posto comissionado pelo qual recebe atualmente R$ 8.667,77 brutos por mês, ou R$ 6.659,53 líquidos.
Os registros consultados pela reportagem mostram que a posse na PortosRio não foi acompanhada do desligamento da Alerj. Com isso, Mônica passou a receber simultaneamente pelos dois vínculos públicos. Na soma dos contracheques, a remuneração bruta mensal alcança R$ 29.319,49.
A Constituição Federal restringe o acúmulo remunerado de funções públicas, prevendo exceções específicas para determinadas carreiras. Porém, cargos de assessoria comissionada são vinculados ao regime de dedicação exclusiva, exigência associada às funções de confiança exercidas junto a parlamentares e autoridades públicas.
Procurada pela reportagem do portal “Amado mundo”, a Alerj informou que “desconhece a nomeação da servidora em outro órgão público” e que Mônica “se encontra lotada em gabinete parlamentar”.
Até a publicação, a PortosRio não havia se manifestado sobre o caso.


Com informações da coluna do Guilherme Amado no portal “Amado mundo”.

