A nova administação do Rioprevidênciai vai adotar uma medida inédita — e, desta vez, em benefício de aposentados e pensionistas do governo do estado: vai reverter o saldo de recursos do seu próprio fundo administrativo, que custeia as despesas de pessoal e de funcionamento do órgão, para o pagamento de benefícios previdenciários. Nesta primeira etapa, serão R$ 650 milhões.
Agora sob o comando do diretor-presidente Felipe Derbli, o Rioprevidência vem arrumando a casa. Na gestão anterior, o órgão investiu mais de R$ 3 milhões no Banco Master — mesmo sabendo que a instituição financeira não tinha grau de confiabilidade para o aporte. O Banco Central acabou decretando a liquidação do Master. O governador em exercício, Ricardo Couto, admitiu ter esperanças de recuperar apenas R$ 1,4 bilhão — ou seja, menos de 40% do dinheiro investido.
Enquanto isso, Derbli busca novos caminhos.
“A expectativa é de retornar cerca de R$ 100 milhões até o fim do ano, além desses R$ 650 milhões já aprovados. Mas vamos traçar uma linha: sempre que o saldo do fundo passar de 150% da despesa dos 12 meses anteriores, o excedente será revertido ao pagamento de benefícios”, explicou o diretor-presidente.
Investimento dos recursos do fundo administrativo do Rioprevidência também vai seguir critérios conservadores
A autarquia decidiu ainda que os investimentos do seu fundo administrativo também seguirão critérios mais conservadores, de curto prazo e maior liquidez. Dessa forma, o órgão garante mais segurança também na aplicação desses recursos, impedindo investimentos de maior risco.
As duas medidas foram aprovadas pela Diretoria Executiva no último dia 2 de junho e passarão pelo Conselho de Administração do Rioprevidência, como prevê a legislação.
A próxima sessão ordinária está agendada para o fim do mês de junho.

