O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que o estado espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos aplicados pelo Rioprevidência no Banco Master. Segundo ele, os investimentos do fundo de previdência dos servidores estaduais na instituição financeira ultrapassaram R$ 3 bilhões.
A declaração foi dada após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Questionado sobre o caso, Couto disse que o governo estadual já adotou medidas judiciais para tentar ressarcir os cofres públicos e que parte dos recursos está bloqueada como garantia para uma eventual indenização.
“Estamos com todos os esforços possíveis para resgatar esses valores”, afirmou o governador em exercício.
Governo negocia uso de crédito da Petrobras para reduzir dívida com a União
Durante o encontro com o Ministério da Fazenda, Ricardo Couto também discutiu a situação fiscal do estado e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Segundo o governador, o Rio negocia a utilização de um crédito estimado em R$ 20 bilhões relacionado à Petrobras para abater parte da dívida estadual com a União, que supera R$ 230 bilhões. A medida poderia melhorar as condições de pagamento e acelerar o processo de renegociação.
O governo estadual pretende concluir a adesão ao Propag até o final de junho. A expectativa é reduzir significativamente o valor das parcelas mensais da dívida, além de obter condições mais favoráveis de juros.
Desapropriação do terreno da Refit entra na pauta da próxima reunião de Ricardo Couto
Outro tema tratado pelo governador envolve o terreno da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Couto informou que participa de reuniões para discutir alternativas que permitam recuperar valores devidos pela empresa ao estado.
A área, com cerca de 600 mil metros quadrados, pode ser alvo de medidas que viabilizem sua utilização para compensar parte dos débitos tributários acumulados, como a desapropriação. Segundo o governo, a dívida da Refit com os cofres estaduais já ultrapassa R$ 13 bilhões.
Com a combinação de ações judiciais, recuperação de ativos e adesão ao Propag, o governo do estado busca ampliar a arrecadação e aliviar a pressão das contas públicas nos próximos anos.
Com informações dos portais “g1” e “Poder 360”.

