O diretório regional do Partido Social Democrático (PSD) decidiu representar na esfera criminal contra o governador Cláudio Castro (PL) e o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, por suposto uso do aparato policial do estado para perseguir adversários políticos.
A medida será encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Paralelamente, o partido também pretende acionar o Ministério Público do Rio para apurar possível ato de improbidade administrativa.
Na representação, a legenda aponta indícios de abuso de poder, prevaricação e possíveis crimes eleitorais. Um dos pedidos é o afastamento cautelar de Castro e de Curi, caso seja considerado necessário para evitar interferência indevida nas investigações e no processo eleitoral.
Prisão de vereador do PSD motivou reação do partido
A decisão foi tomada após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), que também é ex-secretário da Prefeitura do Rio. Ele é suspeito de ter negociado diretamente com o traficante conhecido como “Doca”, ligado ao Comando Vermelho, autorização para realizar campanha eleitoral em uma comunidade dominada pela facção.
Segundo a investigação, o político teria buscado o aval do criminoso para circular e fazer atividades de campanha na região controlada pelo grupo.
Para o PSD, a operação e seus desdobramentos levantam suspeitas sobre eventual uso político das estruturas de segurança pública do estado, o que motivou o partido a pedir a atuação das autoridades federais e estaduais.
Governo nega irregularidades: ‘não é decisão de governo, é decisão da Justiça’
Em nota, o Governo do Estado negou irregularidades na forma como conduziu as a prisão e disse que as investigações passaram por Polícia Civil e Ministério Público do Rio. Quem autorizou e expediu os mandados foi o Poder Judiciário.
“Não é decisão de governo, é decisão da Justiça. Se durante uma investigação aparecem provas de crime, a polícia faz o que a lei manda: investiga, pede a prisão à Justiça e prende”, afirma a nota.
O governo disse, ainda, que “estranha” a reação do prefeito Eduardo Paes (PSD) sobre o caso e o acusou de tentar “politizar uma investigação conduzida de forma totalmente legal”.
“Tentar transformar uma investigação séria em narrativa de perseguição política é uma tentativa inaceitável de desviar o foco de fatos graves, apurados pelas forças de segurança”, disse, em nota, o governo.
Com informações da coluna do Lauro Jardim no jornal “O Globo”.


Quem mandou prender o ex-secretário do Eduardo Paes foi um juiz da Vara Especializada de Organizações Criminosas, que foi criada pelo TJRJ, em 2022, com o objetivo de prender políticos. Talvez o Eduardo Paes esteja desesperado porque sabe que o secretário dele teve que usar muito a máquina municipal para deixar de ser um desconhecido e ter 27 mil votos.