O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) formou nesta sexta-feira (11) maioria para indeferir o registro de candidatura de João Felipe Drumond (PRD), candidato a deputado estadual. O jovem é neto de Luizinho Drumond, figura histórica do jogo do bicho e presidente de honra da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.
No julgamento, o Tribunal não se baseou apenas no parentesco e entendeu que o conjunto de elementos reunidos pelo Ministério Público Eleitoral prova uma inserção funcional de João em uma estrutura ligada à contravenção e ao crime organizado.
Votaram pelo indeferimento os desembargadores Fernando Cerqueira Chagas, Guilherme Calmon, Bruno Bodart, Fábio Ribeiro Porto e o presidente da Corte, Cláudio de Mello Tavares. Pela manutenção do registro, votaram a relatora, desembargadora Tatiana Costa, e o desembargador Paulo Cesar Salomão Filho.
Grupos de campanha de João Drumond foram usados como indício de vínculo com a contravenção
O principal elemento destacado durante o julgamento foi o material de celulares compartilhado pelo Gaeco e pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Trampo.
O desembargador Guilherme Calmon, durante o voto, citou grupos de WhatsApp relacionados à organização da campanha, entre eles “Agenda, deputado estadual João Drumond”, “Coordenação // JD” e “Evento Família JD”. Para ele, o conteúdo denunciado indica uma atuação organizada de parentes e amigos envolvidos com o jogo do bicho em torno da candidatura.
Calmon classificou o conjunto como uma “inserção ativa orgânica e funcional” de João Drumond em uma estrutura voltada aos interesses da cúpula da contravenção. Na avaliação do desembargador, a participação de pessoas investigadas por organizações criminosas na administração de grupos destinados à coordenação da campanha rompe a barreira da mera coincidência ou do parentesco.
Relatora do caso votou pelo deferimento da cadidatura e contra a ação de impugnação do MPE
A relatora do processo, desembargadora Tathiana Costa, havia defendido o deferimento do registro do candidato. Para ela, os elementos apresentados pelo MPE não demonstravam uma conduta individual de João com uma organização criminosa.
A desembargadora ressaltou que os procedimentos investigativos citados na ação envolviam principalmente terceiros, como o avô já falecido e o tio, Vinícius Drumond. Segundo ela, não havia comunicação, encontro, benefício, ordem ou movimentação financeira diretamente atribuível a João que comprovasse a ligação alegada.
Tathiana Costa também advertiu que uma eventual inelegibilidade não poderia ser transmitida por parentesco, sob risco de transformar a análise em uma espécie de responsabilização por linhagem.
A tese, porém, não prevaleceu.
Defesa nega ligação de João Drumond com crime
A defesa do jovem sustentou, durante o julgamento, que não existe prova de vínculo do candidato com o jogo do bicho ou com outras organizações criminosas.
O advogado eleitoral Eduardo Damian afirmou que João Drumond não é investigado, denunciado ou réu em processo criminal e que não foi alvo de busca e apreensão. Também destacou a formação acadêmica do candidato e afirmou que sua atuação no carnaval é uma atividade cultural e associativa legítima.
A defesa também contestou a interpretação dada às conversas de WhatsApp. Segundo o advogado, João não fazia parte dos grupos mencionados e seu nome aparece apenas em uma mensagem de terceiro “sobre um evento político”.
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Porque toda vez que querem ajudar o povo, sempre tem alguém criando problema. Um aviso ao prefeito de Mesquita e ao atual governador, nas eleições não esqueceremos dos obstáculos que vocês criaram.
Perfeito,briga política que visa sempre trazer prejuízos para a população mais pobre.
Lamentável,triste vergonhosa atitude.
Verdade quando e pra beneficiar a população sempre tem alguém ou grupo que e contrário a serviço que possa beneficiar os mais pobres, em outubro teremos a chance de mudar isso.
Ajudar o povo? Pelo jeito vc não se locomove para o Rio, não é mesmo? Isso é mais um transbordo que a prefeitura do Rio quer empurrar na goela da gente. Pelos planos megalomaníacos do “Dudu Paes” todo mundo que vier da baixada ou da região serrana do Rio terá que fazer transbordo para o sistema dele e no terminal gentileza fazer mais um transbordo para outro ônibus que o leve para onde quer ir ou até próximo, o que acabaria obrigando o usuário a pegar outro ônibus. Petrópolis já é assim, saia do Alto da Serra e vá até Corrêas para ver, dependendo de onde se quiser ir são 3 ônibus para chegar. Ah, já ia esquecendo, ele ainda quer levar a rodoviária Novo Rio para próximo desse transbordo de Irajá só pra deixar mais caótico um pouco. Acho melhor vc se informar melhor porque aí não tem nada para ajudar povo algum.
Não defendendo A, muito menos B, mais se existe uma legislação vigente que compete ao Estado gerir as linhas intermunicipais, o Prefeito do Rio está equivocado em implantar um serviço de transporte público, que não compete a ele implantar.
Em breve, com certeza o Detro disponibilizará abertura de licitações para essas futuras linhas.
Vamos aguardar, em breve, teremos tb o Terminal Missões e vamos ter novos rounds.
Que a população de Mesquita e Baixada em geral tenham suas demandas atendidas pelas Prefeituras locais e, se for o caso, em acordo como o governo do Estado. O que não pode é o ‘Dono do Rio’ achar que pode fazer o que quiser, e em qualquer região. Cada um no seu quadrado.
Abram os olhos senhores eleitores Dudu nunca fez nada pela baixada em nenhuma de suas passagens pela prefeitura do Rio. Ele só que implanta o sistema BRT metropolitano para ganhar votos.
BRT METROPOLITANO AMPLIADO MUDA TUDO NA MOBILIDADE FLUMINENSE
O Rio de Janeiro nunca foi um Estado sério, e quando o Leonel de Moura Brizola, gaúcho, tentou foi traído politicamente e perseguido midiaticamente.
Em Duque de Caxias/RJ, por exemplo, cidade onde moro, o DETRO/RJ autoriza o funcionamento de uma linha de ônibus intermunicipal ligando Xerém a Barra da Tijuca, que só opera em horários que convém aos empresários e os usuários têm que pagar uma passagem muito cara, mas dificulta e rechaça parcerias intermunicipais intermodais de transporte de passageiros.
Por que até hoje o governo do Estado do Rio de Janeiro não implantou os BRTs metropolitanos, via Dutra e via Washington Luiz?
O Terminal Margaridas, que a prefeitura do Rio concluiu, que atenderá os municípios vinculados a rodovia Rio-São Paulo (Dutra), e o Terminal das Missões, obras paralizadas há anos, que deveria estar atendendo os municípios de Duque de Caxias, Magé e Guapimirim, que integram a região da Baixada Fluminense vinculados às rodovias Rio-Petrópolis (Washington Luiz) e Rio-Teresópolis, que se entroncam no Arco Metropolitano e podem extender o BRT até Itaboraí e Itaguaí, com extensões articuladas para Petrópolis, Teresópolis e Cachoeiras de Macacu (Região Serrana), Mangaratiba (Costa Verde) e Tanguá (Região Litorânea Nordeste), não são levados seriamente até a devida conclusão e operação.
Se agregarmos a insolvência da SuperVia (ferrovia metropolitana), o metrô que não avança o número de linhas, a inexistência de um Sistema Aquaviário, que poderia estar atendendo todos os municípios banhados pela Baía da Guanabara, e até os da região oceânica, com catamarãs e ferryboats, não fica difícil perceber que o Estado do Rio de Janeiro nunca levou a sério o transporte público de massas e o bem-estar na mobilidade dos cariocas e fluminenses.
Quando tivermos políticos sérios e governantes de fato gestores de políticas públicas quem sabe teremos uma outra realidade no nosso Estado do Rio de Janeiro e veremos mudar tudo na vida do Povo.
Marco Paulo Valeriano de Brito
Enfermeiro-Sanitarista, Professor e Gestor Público