A Prefeitura do Rio decidiu adiar o leilão que vai conceder à iniciativa privada o Complexo de Arenas, no Parque Olímpico da Barra, além da criação e operação do futuro Museu Olímpico. A prorrogação foi oficializada no último dia 18, em publicação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
Nos bastidores, a concessão é tratada como um movimento estratégico para dar destino definitivo a uma das áreas mais simbólicas — e ainda subutilizadas — do legado dos Jogos de 2016.
Pelo desenho previsto, a empresa vencedora assumirá, por 20 anos, a gestão, manutenção e operação dos equipamentos. A expectativa da prefeitura é que o espaço deixe de ser pontual e passe a funcionar de forma contínua, com agenda de eventos e atividades ligadas à memória esportiva.
Leva a disputa quem oferecer o maior valor de outorga fixa. O ponto de partida estabelecido no edital é de R$ 18,5 milhões.
Com a mudança no cronograma, os interessados ganharam mais tempo para estruturar as propostas. Os envelopes deverão ser entregues no dia 6 de abril de 2026, entre 10h e 12h. Já o leilão ficou marcado para 15 de abril, às 14h, na sede da CCPAR, na Região Portuária.
A documentação completa segue disponível nos canais oficiais da prefeitura e da companhia responsável pela modelagem da concessão.
COM FÁBIO MARTINS


