06/09/26 09:49

PL já gastou R$ 750 milhões com candidatos; dez nomes concentram 15% desse valor, liderados por Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas 

O PL já destinou mais de R$ 750 milhões às campanhas de seus candidatos nas eleições deste ano, segundo dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, R$ 116,7 milhões — mais de 15% — foram concentrados em apenas dez candidaturas.

No topo do ranking estão Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência da República, e Douglas Ruas, que disputa o governo do estado do Rio. A campanha presidencial recebeu R$ 42,9 milhões do PL, enquanto Ruas aparece em segundo entre os candidatos que mais receberam recursos da legenda, com R$ 17,7 milhões.

Veja o ranking de candidatos do PL que mais receberam recursos, somando R$ 116,7 milhões

  • 1º Flavio Bolsonaro – presidente – R$ 42.900.000,00
  • 2º Douglas Ruas – governador do estado do Rio – R$ 17.788.000,00
  • 3º Wilder Morais – governador do estado de Goiás – R$ 11.000.000,0
  • 4º Sergio Moro – governador do estado do Paraná – R$ 10.800.000,00
  • 5º Efraim Filho – governador do estado da Paraíba – R$ 6.870.000,00
  • 6º Andre Prado – senador por São Paulo – R$ 6.000.000,00
  • 7º Jorginho Mello – governador do estado de Santa Catarina – R$ 5.700.000,00
  • 8º Domingos Sávio – senador por Minas Gerais – R$ 5.400.000,00
  • 9º Carlos Portinho – senador pelo Rio – R$ 5.250.000,00
  • 10º Luciano Zucco – governador do estado do Rio Grande do Sul – R$ 5.000.000,00

O valor total gasto pelo PL até agora já corresponde a 85% do total do fundo eleitoral a que o partido tem direito neste ano — R$ 881 milhões.

No entanto, uma pequena parte das receitas têm origem em doações fora do fundo.

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Diretora de presídio em Benfica é presa em flagrante e exonerada da função por suspeita de desvio de alimentos; itens estavam escondidos no porta-malas de um carro

22/10/2026 07:23

A inspetora de polícia penal Graça Maria Silva de Souza, diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio, foi exonerada e presa em flagrante por suspeita de desviar alimentos do estabelecimento.

A ação ocorreu após a Secretaria de Estado de Polícia Penal receber denúncias sobre o suposto desvio de insumos destinados às presas da unidade. Agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário e da Corregedoria cercaram e inspecionaram o veículo da então diretora, que estava estacionado próximo ao presídio.

Durante uma abordagem, foram encontrados no porta-malas carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados.

Ao ser questionada sobre a origem e a documentação dos mantimentos, Graça afirmou não possuir nota fiscal, alegando que os itens eram oriundos de uma arrecadação do presídio, que não seriam mais utilizados pelos detentos e que seriam doados a um centro espírita.

Segundo a Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen), ela foi levada pelos agentes para a 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso), onde o flagrante foi registrado. Além da prisão, ela foi afastada de suas funções, exonerada do cargo de diretora a contar desta quarta-feira (21) e responderá a um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Secretaria estadual de Polícia Penal para apurar o caso.

Para assumir a direção do Instituto Penal Oscar Stevenson, foi designada a inspetora de polícia penal Tamires Nakashima Lira.

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Em nota, a secretaria afirmou que “não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores” e que mantém atuação no combate a essas práticas por meio da Corregedoria e da Ssispen.

A defesa de Graça Maria Silva de Souza ainda não se manifestou.

Com informações do “Bom Dia Rio”.

Bancada da bala está em polvorosa com a volta da subordinação das polícias à Secretaria de Segurança; futuro secretário não deve ser um parlamentar

22/10/2026 07:00

O governo Douglas Ruas (PL) mal começou a transição, mas já há quem fale mal do moço em casa mesmo, na Assembleia Legislativa. A ideia de recriar uma Secretaria de Segurança forte, com as polícias Civil e Militar como subordinadas, irrita profundamente a chamada bancada da bala.

O Delegado Carlos Augusto, deputado estadual reeleito pelo próprio PL de Douglas Ruas, foi o primeiro a detonar a proposta ao microfone do plenário.

“Eu não acredito nisso, porque é um retrocesso tão grande… Eu queria saber quem está aconselhando o governador Douglas Ruas, porque, por exemplo, eu sou da segurança e não estou sendo ouvido”, disse.

Mas não é o único no Largo da Carioca — e até em Brasília — que anda falando só para as paredes.

Nem o coronel Marcelo Menezes, o ex-secretário de Polícia Militar recém-eleito também pelo PL  (foram 46.700 votos) foi ouvido pela turma que ajuda Douglas Ruas a traçar as linhas para o próximo governo.

E olha que Menezes comandava a tropa militar na operação que resultou na morte de 122 pessoas nos Complexos da Penha e do Alemão — o que mudou o patamar eleitoral do PL.

E a turma não esquece que Douglas Ruas, ele mesmo, também é policial. Embora st

Futuro secretário não deve ter mandato

Em meio às broncas e às especulações, uma informação circula com insistência nos grupinhos que acompanham avidamente as articulações: a cadeira de secretário de Segurança não estaria reservada a nenhum deputado.

Nem mesmo ao mais conhecido na área, o gigante delegado Felipe Curi — o 14º deputado federal mais votado no estado do Rio (133.626 votos), estreante do PP nos gabinetes de Brasília.

Douglas Ruas pode até ainda não ter o nome, mas tem (ao menos por enquanto) a convicção de que ele não virá dos plenários legislativos.

Tempo Surreal (com uma pitadinha de ironia): Faetec lança projeto de presidência itinerante, que sai do subúrbio, passeia pelo Centro e volta para Quintino

21/10/2026 19:33

A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) acaba de inaugurar, sem querer, uma nova modalidade de gestão pública: a presidência itinerante. Depois de deixar o subúrbio carioca rumo ao Centro do Rio em agosto, a administração da fundação já fez o caminho de volta em pouco mais de dois meses.

A mudança, que parecia definitiva, acabou se revelando uma espécie de excursão administrativa.

O projeto é inovador. Em vez de levar cursos técnicos aos bairros, a Faetec resolveu experimentar a circulação da própria presidência. Sai de um endereço, ocupa outro e, quando todos começam a decorar o novo caminho, retorna ao ponto de partida.

É a primeira gestão em que a logística parece andar mais depressa que o planejamento.

Na prática, a experiência transformou a mudança de sede em uma atividade extracurricular: ida ao Centro, reconhecimento de território e retorno ao subúrbio. Se depender do ritmo das novidades, a próxima aquisição da Faetec não será de mobiliário, mas de malas com rodinhas.

No Tempo Surreal, a dúvida agora é se a presidência voltou definitivamente ou se está apenas fazendo uma conexão antes do próximo destino.

Ibmec recebe painel sobre carreiras e oportunidades profissionais na economia azul nesta sexta (23), em Botafogo

21/10/2026 18:16

A universidade Ibmec Botafogo recebe, nesta sexta-feira (23), às 9h, o painel “Carreiras na Economia Azul: onde estarão as profissões do futuro?”.

O encontro vai discutir como as transformações nas atividades econômicas ligadas ao mar estão criando oportunidades para profissionais de diferentes áreas, como administração, economia, tecnologia, engenharia, comunicação e finanças.

A conversa reunirá Rô Santiago, comunicador, especialista em carreiras e criador da metodologia Engenharia de Si; Wanderson Corrêa, fundador da Innomaker; e Allan Teixeira, diretor de Oil & Gas da BIP Brasil. Entre os temas abordados estão as novas demandas das empresas, o uso de tecnologias em setores tradicionais, o empreendedorismo e as competências necessárias para atuar nesse mercado.

A iniciativa conta com o apoio do Tomorrow.Blue Economy Niterói 2026, que distribuirá convites para o evento aos estudantes participantes do painel.

Em sua terceira edição, o Tomorrow.Blue será realizado nos dias 25 e 26 de novembro, na Arena Niterói, reunindo empresas, investidores, especialistas e representantes do poder público para discutir negócios, inovação e desenvolvimento sustentável nas cadeias econômicas ligadas ao mar.

Serviço

Painel: Carreiras na Economia Azul: onde estarão as profissões do futuro?
Data: 23 de outubro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 9h
Local: Auditório Ibmec Botafogo – Rio de Janeiro
Participantes: Rô Santiago, Wanderson Corrêa e Allan Teixeira
Apoio: Tomorrow.Blue Economy Niterói 2026

Fundadora do Tarifa Zero RJ celebra PEC de Lula que pode garantir transporte gratuito no fim de semana: ‘marco histórico’

21/10/2026 17:50

A fundadora do Movimento Tarifa Zero RJ, Mallu Côrtes, celebrou o envio ao Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê transporte público gratuito aos finais de semana e feriados em todo o país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a mensagem nesta quarta-feira (21).

Para a ativista, a iniciativa representa um avanço para quem defende a gratuidade no transporte coletivo. Mallu considera que a proposta é resultado de anos de mobilização em torno da ideia de que o deslocamento pelas cidades deve ser tratado como um direito.

“É muito emocionante ver uma pauta que a gente constrói há tanto tempo se tornar uma proposta do presidente Lula. A Tarifa Zero é fruto da luta de muita gente que há anos defende que o transporte público é um direito, não um privilégio”, afirmou.

A proposta prevê destinar pelo menos 26,8% dos recursos anuais de execução obrigatória das emendas parlamentares individuais e de bancada ao custeio da gratuidade. Segundo o governo federal, o montante pode chegar a cerca de R$ 12 bilhões em 2027.

O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Por se tratar de uma PEC, a proposta exige o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares, em dois turnos de votação em cada Casa.

Da Baixada Fluminense à mobilização nacional

Criada em Xerém, na Baixada Fluminense, Mallu Côrtes começou a atuar no movimento estudantil aos 15 anos. A experiência com as dificuldades enfrentadas por passageiros de ônibus e trens na região metropolitana do Rio ajudou a orientar sua atuação em defesa do transporte público.

Mallu também disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nas eleições de 2026, pelo PT. A jovem recebeu 10.281 votos, mas não foi eleita.

À frente do Movimento Tarifa Zero RJ, a ativista participa de debates sobre mobilidade urbana e integra iniciativas como o Observatório dos Trens.

Caso Diego Alba: MP Eleitoral cita elo com CV e se diz favorável a manter indeferimento de candidato condenado por saidinha de banco

21/10/2026 17:31

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, emitiu parecer contrário aos recursos apresentados por Diego José Alba Taboada e pela Federação PSDB Cidadania contra o indeferimento do registro de candidatura do político a deputado estadual nas eleições de 2026.

O documento, assinado em 14 de outubro e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é favorável para que seja mantida a decisão de ilegibilidade feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que apontou vínculo do candidato com o Comando Vermelho e sua condenação por “saidinha de banco”. O caso está sob relatoria do ministro Sebastião Reis Júnior.

MP cita associação com o crime organizado

A manifestação do Ministério Público Eleitoral se baseia na Constituição Federal, que veda o uso de organizações paramilitares pelos partidos políticos. Segundo o parecer, a regra também impede a interferência de grupos criminosos organizados no processo eleitoral, inclusive por meio de candidaturas de pessoas vinculadas a essas estruturas.

Um dos pontos destacados é a condenação definitiva de Diego Alba por formação de quadrilha armada, em um caso relacionado a assaltos contra clientes de instituições bancárias, conhecidos como “saidinhas de banco”.

De acordo com o documento, o candidato atuava como olheiro do grupo criminoso. Embora a pena tenha sido cumprida e a punibilidade extinta em 2016, a Procuradoria-Geral Eleitoral considera que o episódio é relevante para a análise de um possível vínculo com a criminalidade organizada.

O parecer também cita informações reunidas pela Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional do TRE-RJ. Segundo o relatório técnico, Diego Alba teria recebido autorização da cúpula do Comando Vermelho para realizar atos de campanha e circular livremente em áreas sob domínio da facção, como Jacarezinho, Vila Kennedy, Lins e Vasconcelos, Pavão-Pavãozinho e Favela do Arará.

Diego Alba teria coagido testemunhas em processos criminais

O parecer cita suspeitas de intimidação de testemunhas em processos nos quais Diego Alba foi absolvido por falta de provas. Entre os casos, estão a retratação de uma testemunha que o havia reconhecido em uma investigação de roubo à Caixa Econômica Federal e um suposto contato do candidato com uma vítima nos corredores do fórum, antes de uma audiência de reconhecimento.

Outro ponto levantado no parecer envolve investigações sobre o uso de estruturas empresariais em esquemas de fraude. O documento cita uma ação penal em Minas Gerais na qual Diego Alba foi acusado de atuar como chefe de equipe em saques fraudulentos com cartões clonados.

O que diz a defesa

Nos recursos apresentados ao TSE, a defesa de Alba contestou a validade do relatório de inteligência do TRE-RJ. A defesa alegou irregularidades na produção do documento, falta de transparência sobre as fontes utilizadas e cerceamento do direito de defesa, além de questionar o prazo concedido para se manifestar sobre as informações.

Os advogados também sustentaram que a participação em atos de campanha em comunidades não pode ser interpretada como prova de associação criminosa. Segundo a defesa, fotografias e vídeos publicados nas redes sociais demonstram apenas a realização de atividades políticas e o contato com eleitores, sem comprovar autorização ou acordo com integrantes do Comando Vermelho.

Em relação à condenação por quadrilha armada, a defesa argumentou que a pena foi integralmente cumprida em 2016 e que os efeitos da condenação para fins de inelegibilidade já se esgotaram. Também ressaltou que Diego Alba foi absolvido em outros processos criminais mencionados na ação, alegando que esses episódios não podem ser usados para presumir a continuidade de uma atuação criminosa.

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Caramelo-coragem é resgatado vivo, após mais de cinco dias, de escombros de casa que desabou no Caramujo, em Niterói

21/10/2026 17:23

Um suspiro de alegria depois do susto no Morro do Caramujo, em Niterói. Mais de cinco dias após o desabamento de uma casa, Romário, um simpático vira-lata caramelo puro, foi resgatado dos escombros. Isso só foi possível porque o tutor do bichinho, Pablo, que também escapou com vida do local, mas no dia em que o imóvel desabou, na sexta-feira (16), não desistiu e voltou lá, mesmo depois de ter ficado no hospital.

Casa no Caramujo ficou completamente destruída, mas todos sobreviveram
Casa no Caramujo ficou completamente destruída, mas todos sobreviveram. Foto: Reprodução

Pablo reconheceu o choro do animal e chamou imediatamente o Corpo de Bombeiros. O resgate chegou rapidamente ao local e conseguiu tirar o caramelo de lá. Segundo os agentes, ele não tem ferimentos. O bicho é resistente mesmo. Ficou debaixo do entulho desde sexta-feira.

O Corpo de Bombeiros foi responsável pelo resgate. Segundo informações de testemunhas presentes no local, Pablo, tutor do cachorro e vítima do desabamento, reconheceu o choro do animal e acionou o socorro.

Pablo Oliveira, de 16 anos, e sua irmã, Beatriz, de 25, dormiam na casa de três andares quando o imóvel veio abaixo. Beatriz recebeu atendimento e saiu do hospital no dia do desabamento. Pablo precisou ficar internado até domingo.

Tia das vítimas, Nilce Coelho contou que sua filha foi a primeira a chegar após o desmoronamento da casa.

“Ela acabou de fazer um curso de bombeiro civil. Ela cavou um buraco e ficou conversando com eles até os bombeiros chegarem”, descreveu.

A tia disse que Beatriz não teve dificuldade para sair dos escombros, mas Pablo ficou mais tempo preso. Ambos estavam conscientes quando foram retirados.

Com informações do g1

Luiz Martins vence no TRE-RJ e pode ganhar uma cadeira na Alerj após recontagem de votos

21/10/2026 17:10

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) liberou, nesta quarta-feira (21), a candidatura de Luiz Martins (PSDB), que recebeu 24.651 votos para deputado estadual nas eleições de 2026. E a decisão pode mudar a composição da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj): com sua inclusão na contagem oficial de votos, Luiz pode conquistar uma cadeira que hoje pertence a outro partido.

A mudança depende da recontagem feita pela Justiça Eleitoral. Segundo cálculos feitos a partir dos dados oficiais do TRE-RJ, a Federação PSDB-Cidadania passaria a ter direito a duas vagas conquistadas diretamente pela votação, em vez de uma. Assim, a segunda cadeira ficaria com Luiz Martins, que teve votação suficiente para preencher a vaga.

Entenda por que o TRE-RJ liberou a candidatura de Luiz Martins

O Tribunal aprovou a candidatura de Luiz Martins após novas consultas a documentos esclarecerem dúvidas sobre registros criminais que poderiam ser atribuídos ao candidato, que foi defendido pelo advogado eleitoral Eduardo Damian. O desembargador Bruno Bodart identificou que dois processos apontados na análise eram, na verdade, de um homônimo, um policial da Baixada Fluminense.

Superada a questão documental, os desembargadores passaram a discutir a aplicação da tese da “milícia de gravata”, usada pelo TRE-RJ para barrar candidaturas ligadas a grupos criminosos que atuariam por meio de estruturas do poder público.

O relator, Guilherme Calmon, manteve o voto contrário ao registro, mas a maioria discordou de sua posição. O desembargador Fábio Ribeiro Porto argumentou que os fatos apontados no processo remontavam a 2014 e que não havia demonstração de vínculo atual de Luiz Martins com a estrutura investigada. Com isso, o registro foi deferido por maioria.

A decisão do TRE-RJ abre caminho para a mudança, mas a nova composição da Assembleia ainda depende da recontagem oficial dos votos.

Deputado reeleito Rafael Nobre tem registro aprovado no TRE e seguirá na Alerj na próxima legislatura

21/10/2026 16:27

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deferiu, nesta quarta-feira (21), o registro de candidatura do deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), denunciado pelo Ministério Público MPRJ) por suspeita de envolvimento em organização criminosa, fraudes em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Os únicos votos contrários ao deferimento foram os dos desembargadores Guilherme Calmon e Bruno Bodart. Com o resultado, a Corte autorizou a candidatura de Nobre, eleito no primeiro turno das eleições de outubro com 76.706 votos.

O julgamento havia sido suspenso na semana passada, após o pedido de vista de Calmon. Na ocasião, o relator do caso, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, votou pelo deferimento do registro, posição acompanhada por outros integrantes do tribunal.

Relator não viu provas suficientes de vínculo com organização criminosa

Ao apresentar seu voto, Salomão Filho avaliou que os elementos reunidos no processo não demonstravam vínculo funcional de Rafael Nobre com uma organização criminosa armada ou estrutura paramilitar. Para o relator, as mensagens extraídas do celular de Ivan Berg, preso em flagrante durante uma investigação sobre suspeita de compra de votos em Nilópolis, não comprovavam a participação direta do deputado no esquema.

O desembargador também destacou que as conversas não descreviam atos concretos praticados por Nobre e que a investigação da Polícia Federal não o incluiu entre os investigados nem atribuiu a ele uma função na organização.

Procuradoria apontou tese da ‘milícia de gravata’

A Procuradoria Regional Eleitoral defendeu que a denúncia contra o deputado, somada aos elementos da Operação Astreia, justificaria a aplicação da tese conhecida como “milícia de gravata”. A operação investiga uma suposta estrutura armada utilizada para compra de votos nas eleições municipais de 2024, em Nilópolis.

Segundo a Procuradoria, mensagens extraídas do celular de Ivan Berg indicariam contatos entre ele e Nobre, além de referências à presença do deputado em reuniões políticas. A defesa sustentou que o parlamentar não é investigado na operação e que as mensagens não demonstram participação em atividades criminosas.

Denúncia envolve contratos de R$ 357,9 milhões

Em julho, o MPRJ denunciou Rafael Nobre, o vereador de São João de Meriti Júlio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas por suspeita de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, o grupo teria utilizado empresas de fachada e sócios laranjas para fraudar licitações e obter contratos com as prefeituras de Magé e Japeri. Os contratos investigados somariam R$ 357,9 milhões. O Ministério Público também pediu o ressarcimento do valor aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos parlamentares denunciados.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete de Nobre na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

BNDES e Prefeitura do Rio anunciam R$ 2 milhões para Praça dos Estivadores e mais recursos para obras na Pequena África

21/10/2026 15:37

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram, nesta quarta-feira (21/10), investimento de R$ 2 milhões na Praça dos Estivadores, na região da Pequena África, no Centro do Rio. Também estão previstas parcerias para implementação do Conservatório da Música Preta Brasileira, da Biblioteca Machado de Assis e da Fábrica, esta última um equipamento cultural de economia solidária e desenvolvimento de negócios. Todos os investimentos iniciais previstos chegam a R$ 23 milhões.

No caso da praça, serão construídos canteiros com jardins, instalados bancos e criadas estruturas para oferecer sombra. Também será feita uma nova instalação de iluminação, para melhorar as condições de visitação do local à noite. O local será palco de apresentações artísticas, encontros, rodas de conversa, feiras, ações educativas e atividades comunitárias, com atenção especial às manifestações culturais que já ocupam a região. Serão instalados dois totens: um deles com um mapa com equipamentos, percursos e pontos de interesse do Distrito Cultural. O outro contará a história da própria Praça dos Estivadores, dos trabalhadores portuários e da formação afro-brasileira do território.

Iniciativa Valongo para transformar a região e recuperar a história

Os anúncios fazem parte da Iniciativa Valongo, um amplo projeto de requalificação desenvolvido pelo BNDES, com apoio técnico do Consórcio Valongo Patrimônio Vivo. Os investimentos iniciais vão envolver recursos públicos e privados.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o projeto vai além da recuperação física e envolve também a preservação da memória e do patrimônio imaterial da região.

“A construção do Distrito Cultural Pequena África exige escuta, participação e construção coletiva. Escolhemos um caminho mais complexo, que valoriza o território e as pessoas que mantêm viva sua memória, cultura e história. Esse processo leva mais tempo, mas é fundamental para que o projeto seja sustentável e represente a resistência e a riqueza cultural da Pequena África. Estamos dando mais um passo nessa construção”, comentou Tereza.

Prefeito destaca a importância de ter passado e futuro juntos

O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) disse que o investimento resgata o passado de olho no futuro.

“O Distrito Cultural Pequena África é memória, mas é, acima de tudo, futuro. Essa região é muito mais do que uma prioridade de governo: é absolutamente necessária para construir o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil. Cada espaço desse projeto, do Conservatório de Música Preta à Biblioteca Machado de Assis, faz parte dessa construção”, declarou Cavaliere, durante solenidade realizada no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, na Gamboa.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, ressaltou a importância da Pequena África para o reconhecimento da memória negra, a reparação histórica e o enfrentamento das desigualdades raciais.

“Preservar a memória negra é honrar nossos ancestrais, enfrentar as injustiças do presente e construir um futuro onde todos nós possamos caber”, disse a ministra.

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