A bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados também vai mudar de perfil a partir de 2027. A eleição deste domingo (04) levou para Brasília nomes que vêm de trajetórias bastante diferentes: há quem tenha construído carreira no Executivo municipal, quem tenha ficado conhecido nas redes sociais e até quem deixou recentemente um ministério.
Entre os eleitos, também estão políticos que já ocuparam uma cadeira na Câmara e agora retornam ao Congresso, além de nomes que deixam prefeituras para estrear na política federal.
Confira, a seguir, quem são esses nomes, em ordem de votação, e conheça a trajetória de cada um:
1. Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos
A discussão sobre a escala 6×1 transformou Rick Azevedo em um dos nomes mais conhecidos da nova esquerda nas redes sociais. Antes da política, ele trabalhava como balconista de farmácia e criou o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou alcance nacional ao defender a redução da jornada semanal.
Em 2024, foi eleito vereador do Rio pelo PSOL. Dois anos depois, deixou a Câmara Municipal para conquistar uma cadeira em Brasília com a segunda maior votação entre os deputados federais eleitos no estado.
2. Freixo (PT) — 172.969 votos
Marcelo Freixo está longe de ser um novato na política federal. Ele volta à Câmara depois de já ter exercido dois mandatos como deputado federal e de ter passado pela Assembleia Legislativa do Rio. E foi na Alerj que ganhou projeção nacional ao presidir, em 2008, a CPI das Milícias.
Freixo também disputou duas vezes a Prefeitura do Rio e uma vez o governo do estado. Agora, retorna ao Congresso pelo PT.
3. Rueda (União Brasil) — 155.836 votos
Presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda construiu sua carreira principalmente nos bastidores partidários, com influência sobre articulações no Congresso e dentro da própria legenda. Ele contou com o forte apoio político de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e concentrou parte expressiva de sua votação na Baixada Fluminense.
4. Anielle Franco (PT) — 149.726 votos
Depois do assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, em 2018, Anielle recebeu reconhecimento internacional por atuar publicamente na defesa de pautas relacionadas à igualdade racial e aos direitos humanos.
Em 2023, assumiu o Ministério da Igualdade Racial no governo Lula, cargo que ocupou até abril deste ano.
5. Delegado Felipe Curi (PP) — 133.626 votos
Felipe Curi é delegado e foi secretário estadual de Polícia Civil durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Ele estava no comando da corporação quando ocorreu a Megaoperação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, que terminou com 122 mortos.
6. Manoela Peres (PL) — 117.648 votos
Manoela Peres foi prefeita de Saquarema, na Região dos Lagos, por dois mandatos e recebeu forte aprovação popular.
7. Julia de Castro (PL) — 103.880 votos
Aos 24 anos, Julia de Castro entra para a bancada fluminense como uma das representantes da nova geração da direita. Influenciadora, ela ocupa a vice-presidência nacional do “PL Jovem” e ganhou projeção com conteúdo político “antifeminista” nas redes sociais. Sua candidatura contou com o apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).
8. Elias Jabbour (PCdoB) — 103.219 votos
Elias Jabbour é geógrafo e professor associado de economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre 2023 e 2024, trabalhou em Xangai como assessor especial e consultor sênior da presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira dos Brics. No Rio, presidiu o Instituto Pereira Passos por cerca de um ano.
9. Diogo Balieiro Diniz (PL) — 102.026 votos
Foi prefeito de Resende por dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024. Na reeleição, em 2020, recebeu 82,57% dos votos válidos. Durante os oito anos no comando do município, ficou associado a projetos em diferentes áreas da administração, entre eles a criação do Hospital Veterinário Municipal 24 horas.
10. Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos
Vereador do Rio em primeiro mandato, Rafael Satiê construiu boa parte de sua projeção política nas redes sociais. De perfil conservador, ele se apresenta como um “negro de direita” e mantém uma atuação política alinhada à família Bolsonaro.
11. Renato Cozzolino (PP) — 84.516 votos
Renato Cozzolino foi prefeito de Magé por dois mandatos e, em 2024, foi reeleito para o cargo com 88,74% dos votos válidos. Antes disso, exerceu dois mandatos como deputado estadual, entre 2015 e 2020. Ligado a uma família tradicional da política da região, ele agora volta ao Legislativo, desta vez em Brasília.
12. Fabiano Horta (PT) — 82.902 votos
Prefeito de Maricá por dois mandatos, entre 2017 e 2024, ele ficou associado a políticas municipais que ganharam repercussão fora do estado, como a tarifa zero nos ônibus municipais, os chamados “vermelhinhos”, e a moeda social Mumbuca.
13. Poubel (PL) — 81.960 votos
Filippe Poubel teve dois mandatos na Alerj e ganhou notoriedade por ações de fiscalização e pela atuação em pautas relacionadas à segurança pública. Entre os projetos dos quais participou está o chamado Estatuto das Blitzes.
14. Wladimir Garotinho (PL) — 81.797 votos
Filho do ex-governador Anthony Garotinho, Wladimir Garotinho comandou Campos dos Goytacazes por dois mandatos consecutivos. A família mantém uma longa trajetória política no Norte Fluminense, região onde o ex-prefeito construiu sua principal base eleitoral.
15. Douglas Gomes (PL) — 80.310 votos
Foi o vereador mais votado do PL na cidade de Niterói por defender pautas conservadoras e chegou a ocupar uma cadeira na Alerj como suplente.
16. Márcio Rezende (PSD) — 75.148 votos
Márcio Rezende fez parte da administração municipal de Macaé como secretário de Infraestrutura durante a gestão do irmão, o prefeito Welberth Rezende (PSD).
17. Leniel Borel (PP) — 72.658 votos
A defesa dos direitos das crianças se tornou a principal bandeira pública de Leniel Borel após a morte de seu filho Henry Borel, de 4 anos, em 2021. Depois do caso, ele passou a atuar na discussão sobre violência infantil e se elegeu vereador do Rio de Janeiro.
18. Luis Carlos Gomes (Republicanos) — 70.331 votos
Radialista, pastor e presidente estadual do Republicanos no Rio, Luis Carlos Gomes já passou pela Câmara dos Deputados. Na legislatura anterior, exerceu o mandato como suplente de Rosângela Gomes. Desta vez, foi eleito diretamente pelo eleitorado fluminense para ocupar uma cadeira titular na Casa.
19. Diego Quaquá (PT) — 68.798 votos
Diego Quaquá é presidente estadual do PT e tem sua trajetória política fortemente ligada a Maricá. Foi vice-prefeito da cidade e também secretário municipal de Economia Solidária. Filho do prefeito Washington Quaquá e da deputada estadual Zeidan.
20. Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos
Vereador do Rio em segundo mandato, Marcio Ribeiro atua como líder do governo de Eduardo Cavaliere na Câmara Municipal. Antes de chegar ao Legislativo, foi subprefeito da Grande Tijuca.
21. Thiago Gagliasso (PL) — 67.700 votos
Thiago Gagliasso — conhecido nacionalmente por ser irmão do ator Bruno Gagliasso — troca a Alerj pela Câmara dos Deputados. Eleito deputado estadual em 2022, construiu sua atuação política a partir de posições conservadoras e forte presença nas redes sociais.
Na campanha deste ano, Thiago recebeu apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).
22. Nísia Trindade (PT) — 67.350 votos
Nísia Trindade chega à Câmara depois de uma carreira construída na ciência e na gestão pública. Pesquisadora da Fiocruz, ela presidiu a instituição durante a pandemia de Covid-19 e, em 2023, tornou-se a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde, onde permaneceu até março de 2025.
23. Jorge Miranda (PL) — 67.298 votos
Jorge Miranda foi prefeito de Mesquita por dois mandatos, entre 2017 e 2024. Começou sua trajetória eleitoral pelo PSDB e posteriormente migrou para o PL. A cidade que administrou por oito anos também foi seu principal reduto eleitoral na disputa pela Câmara dos Deputados, concentrando parte expressiva de sua votação.
24. Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos
Vereadora do Rio e ex-subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo ganhou projeção principalmente nas redes sociais, com vídeos sobre segurança pública e criminalidade na Zona Oeste.
Comentários 15
O MPF deveria preocupar-se com a criminalidade crescente em todo o país.
E não em criticar as forças policiais, que lutam para manter a ordem.
Ninguém nasce pronto para atuar na segurança pública.
Se adquiri conhecimento e habilidade com treinamento e capacitação.
Agora todo mundo resolver “meter o pitaco” nos assuntos relacionados a Guarda municipal! O ministério público federal deveria se preocupar com a onda de violência que atinge o Município. Aqui no RJ todos os dias “uma’ pessoa é assaltada e vocês não fazem nada para ajudar! Quer desarmar alguém? Então que desarme os bandidos!
A população no Rio de Janeiro clama por segurança, a guarda municipal armada e preparada será sim de grande valia para os munícipes. O MPF com sua visão técnica não conhece o que é viver na insegurança de uma cidade em que a bandidagem mandam e desmandam.
Sempre no Rio de Janeiro, a cidade do caos, da “malandragem carioca” que eu vejo as pessoas sempre indo contra . O MPF deveria ajudar no armamento da GMRIO, isso sim.
Engraçado, não vi o MPF enviar nota criticando a FORÇA MUNICIPAL DE SEGURANÇA. COLOCANDO PESSOAS CONTRATADAS DA CPOR PARA TRABALHAR ARMADAS NAS RUAS DO RIO DE JANEIRO.
Não sei o porquê de tanto medo do armamento da guarda. Acho que o medo real é da criminalidade cair, e todos verem quem estava certo ou errado.
MPF emitiu nota técnica baseado em situações hipotéticas, em opinião pessoal e sem fundamentação, se não for treinada, se isso, se aquilo, isto não é um argumento concreto baseado em provas e nem em evidências, porém existem pesquisas que mostram que nas cidades onde as guardas foram armadas os índices de violência diminuíram, a cidade precisa de mais policiamento, e mais policiamento é diretamente proporcional ao aumento da quantidade de armas, risco de tiroteio, risco de suicídio é achismo, estão tentando adivinhar o futuro. O MPF deveria se preocupar mais com as armas nas mãos dos criminosos que é crescente no país e não com as armas legais nas mãos do Estado.
Quase não acreditei na reportagem. Quer dizer que teria armas demais nas mãos de policiais e guardas municipais?! É isso? Ou estou enganada? O MPF deveria vir ao RJ fazer uma incursão pelas ruas onde ninguém consegue andar em mais em paz. O que está faltando é treinamento para o MPF sobre a realidade da violência que assola o país. Os profissionais que tem posse e porte de armas precisam de caminhar por várias etapas para ter acesso a uma arma. Psicólogos, cursos de tiro, prova de tiro, renda o suficiente para ter aquele armazenamento, resistência fixa… número das calças e do sutiã, etc. Mas, enquanto isso, o meliante está com uma arma de guerra, de dá inveja as forças armadas, assaltando e desfilando pelas ruas em cima de uma moto roubada. Será que MPF está dando pareceres para Nárnia?
O ministério deve estar fechado com coronéis da PM que são contra as guardas municipais , para não perder a grana mole mole nas prefeituras , esse é o medo deles
O MPF, deveria sim se preocupar em BAIXAR O INDICE DE CRIMINALIDADE AQUI NO RIO DE JANEIRO E NAO FICAR CRITICANDO SOBRE O ARMAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL PORQUE CHEGA SER VERGONHOSO O MPF NÃO TER UM PLANO DE SEGURANÇA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO QUE BAIXE À CRIMINALIDADE ONDE À POPULAÇÃO FICA REFÉM DA BANDIDAGEM PODENDO TER MAIS UMA FORÇA QUE É À GUARDA MUNICIPAL ARMADA EQUIPADA E BEM PREPARADA ISSO SIM QUE O MPF TEM QUE SE PREOCUPAR ACORDA BRASIL.??????????
Ministério público Federal deveria se preocupar é com a entrada de armas pelas fronteiras e pela drogas que passam pelas estradas federais e não com o município!
Os municípios sofrem porque as fronteiras estão desguarnecida pede pra ele se preocupar com a área dele que é a federação!
MPF Gostaria de saber porque vcs não falaram que à Força de Segurança é inconstitucional aí vcs não se manifestaram porque ir na contra mão com Armamento da Verdadeira força Municipal que é à Guarda Municipal Armada Equipada e bem Preparada. SIMMMMM….
MPF não se manifesta quanto aos baixos , salários, a insalubridade dos agentes entre outros pontos. Alguém nasce Policial militar, policial civil, alguém nasce policial federal… paremos com politicagem diante da real necessidade que essa cidade se encontra . Cobre do executivo investimento , capacitação da GMRIO, da secretária de educação, da saúde…isso tudo trará melhor qualidade vida a todos.
O. MPF , deveria preocupa_se. com. a. segurança. do. cidadão. carioca , ao. qual. está. refém. da. vagabundagem ,, não podendo. nem. saìr de sua própria residência , com. medo de ser roubado , ou até mesmo. morto. Como pôde alguém no Brasil , fazer. segurança desarmado , com um. bastão , ou. uma taser nas mãos , enquanto. os. bandidos estão roubando padaria. de. fuzil .É. uma. vergonha o. MPF , falar. uma. besteira dessa , pois o. bandidos , pode andar armado , é. o Guarda. municipal , não. tem o. direito de. defender. a sua própria integridade física , dirá á do. cidadão de. bem.
MP federal? Porque não se manifestou antes? Com terceirizados poderia, agora com a própria guarda, seria arriscado? Quarta gestão do Sr. Eduardo Paes, que deixou a cidade um caos, nada fez para ajudar. Muito ruim para o Rio esse posicionamento contrário só agora! A quem interessa o caos?