O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que vai cobrar explicações a instituições federais de ensino cujos alunos tenham sido ameaçados por causa de posicionamentos políticos nas eleições 2026. A ação ocorre após ameaças feitas a estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, depois que estes anunciaram atos de apoio ao presidente Lula (PT). As denúncias forma encaminhadas à Polícia Federal.
Agora, o MPF quer saber o que está sendo feito pela segurança dos alunos. Em despacho nesta quarta-feira (14), o procurador da República Julio José Araujo Junior determinou que as instituições federais deverão informar quais medidas preventivas estão sendo adotadas, se houve acionamento de forças de segurança para reprimir manifestações e quais canais de denúncia e protocolos de proteção estão disponíveis.
Uso de armas brancas contra lideranças e incêndio criminoso
As mensagens com ameaças circularam depois de manifestações de apoio a Lula no segundo turno da eleição presidencial. Foram incitadas agressões físicas, utilização de armas brancas e até um plano para incendiar a UFF chegou a ser ventilado. Este último foi relatado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) na representação ao Ministério Público.
No documento do sindicato enviado ao MPF, consta que um grupo de WhatsApp chamado “Juntos com Bolsonaro” dava a sugestão de infiltrar pessoas em atos políticos para esfaquear algum líder estudantil. Ameaças ao Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também foram relatadas.
Policial tenta impedir assembleia em universidade
A denúncia cita ainda o fato de um policial ter tentado impedir uma assembleia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e a detenção de um estudante durante uma invasão à Universidade Federal de Campina Grande.
O procurador declarou que a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias são garantias constitucionais. Ele também ressalta o chamado “efeito inibidor”, quando o medo de represálias leva estudantes e professores a cancelar atividades ou deixar de se manifestar.
O Ministério Público também pediu informações sobre protocolos de segurança e prevenção de novos ataque Diante da possibilidade de o problema ter alcance nacional. O caso foi encaminhado à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).
Com informações do jornal “O Globo”






























































