A tensão ronda salas e corredores do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) — e, desta vez, a insônia não se instalou apenas entre políticos.
A preocupação é com a investigação da Polícia Federal sobre as licenças concedidas à Refit. E pelo cancelamento de multas aplicadas ao grupo empresarial responsável pela antiga Refinaria de Manguinhos.
Muitas das decisões favoráveis ao conglomerado de Ricardo Magro foram assinadas não por indicados pelos habitantes da Assembleia Legislativa ou outros poderosos.
Mas por técnicos, gente com carreira no instituto e número de matrícula como servidor público.
Certidão de batismo
Os responsáveis pelas indicações de dirigentes do Inea também andam sofrendo de temores noturnos.
O ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) Renato Jordão Bussiere, exonerado no fim de abril pelo governador em exercício Ricardo Couto, e alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no dia 15 de maio, por exemplo, foi indicado pelo ex-secretário de Obras Uruan Cintra.
Uruan era um dos secretários mais próximos ao ex-governador Cláudio Castro (PL).

