Estatística voltada para a análise de transparência de 13 municípios do estado do Rio de Janeiro, a edição de 2026 do Ranking de Transparência e Governança Pública mostrou a capital fluminense como líder deste quesito. Pelo terceiro ano seguido, a pesquisa é feita pelo Instituto de Direito Coletivo (IDC), que teve o apoio técnico e metodologia da Transparência Internacional – Brasil;
A pesquisa analisa seis critérios dos municípios: Legal; Plataformas; Administrativo e Governança; Obras Públicas; Transparência Financeira e Orçamentária; e Comunicação, Engajamento e Participação. Além destes critério, a estatística também considera 75 indicadores.
A cidade do Rio foi a líder com o índice de 98,8 pontos, também considerado como “ótimo” pela avaliação. Na sequência vêm Armação de Búzios, na Região dos Lagos, com 92,1; e Quatis, na Região do Médio Paraíba, com 87,7.
Já os três municípios que ocupam as últimas posições são Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, com 57,8 pontos, na 11ª colocação, com índice; seguido por Teresópolis, na Região Serrana, com 52,8, na 12ª posição; e Araruama na 13ª e última posição 45,6 pontos. Todos estão em situação considerada “regular”.
Veja abaixo o quadro com a classificação completa.

O resultado representa uma evolução expressiva ao longo dos três anos de avaliação. Em 2024, apenas dois dos 13 municípios estavam na faixa “Bom”, oito eram classificados como “Regular” e três como “Ruim”. Em 2025, o cenário já havia mudado: nenhum município permaneceu na classificação “Ruim” e um alcançou a faixa “Ótimo”. Em 2026, esse número saltou para seis municípios.
A média das notas dos 13 municípios também apresenta trajetória de crescimento: passou de 51,0 pontos, em 2024, para 63,5 em 2025 e 73,2 em 2026. Em dois anos, a média avançou 22,18 pontos, um crescimento de aproximadamente 43,5%.
Presidente do instituto evolução no diálogo com as prefeituras
Para a presidente do Instituto de Direito Coletivo., Tatiana Bastos, o início do trabalho não foi fácil por falta de diálogo com as prefeituras. Afirmando que o objetivo dos estudo não é simplesmente atribuir uma nota ou estabelecer uma classificação, ela salienta que o ranking busca oferecer às administrações públicas uma referência para identificar pontos de melhoria e ampliar a qualidade e a acessibilidade das informações disponibilizadas aos cidadãos.
“Quando começamos esse trabalho, o diálogo com as prefeituras era muito mais difícil. Ao longo dos anos, percebemos uma mudança importante: os municípios passaram a compreender melhor a avaliação, a participar do processo e a utilizar o momento do recurso para esclarecer informações e buscar melhorias. Para nós, esse engajamento é tão importante quanto a evolução das notas, porque mostra que a transparência pode ser construída como uma política permanente de aperfeiçoamento da gestão pública”, explicou Tatiana.
Metodologia da pesquisa
O índice é composto por três módulos avaliados e pontuados separadamente: Geral, Saúde e Adaptação Climática. A aplicação é feita por organizações da sociedade civil em seus próprios territórios, que coletam as informações, analisam os recursos apresentados pelas prefeituras e divulgam os resultados de sua região.
O módulo Geral considera exclusivamente informações públicas disponíveis nos portais oficiais das prefeituras e se organiza em seis dimensões: legislação; plataformas; administrativo e governança; obras públicas; transparência financeira e orçamentária; e comunicação, engajamento e participação. Cada município recebe uma nota de 0 a 100 pontos, classificada em cinco faixas: Péssimo (0 a 19,9), Ruim (20 a 39,9), Regular (40 a 59,9), Bom (60 a 79,9) e Ótimo (80 a 100). Antes da divulgação, todas as prefeituras avaliadas recebem sua nota preliminar e têm prazo para apresentar recursos. A metodologia completa está disponível no site do índice.
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“Técnicos de Carreira”. Não sei se era exatamente essa a intenção do autor da reportagem em referência, mas de qualquer jeito, o termo serve bem para descrever o profissional, com formação técnica e que “faz carreira” na instituição, INDEPENDENTE do vínculo. No caso específico do INEA, pelo menos nos últimos 2 anos, “técnicos de carreira” NÃO ASSINAVAM licenças e nem cancelavam multas. Quem esteve ocupando esses cargos – Diretoria de Licenciamento e Diretoria de Fiscalização e Pós-Licença – no INEA nesses últimos 2 anos eram pessoas nomeadas para cargos em comissão pelos mais diversos motivos, EXCETO por serem “profissionais com formação técnica” e muito menos por terem uma “carreira” nessa instituição que sempre foi referência técnica para o Brasil. que a PF investigue, e que o juiz mande prender aqueles que, agiram de forma ilegal, em benefício próprio ou de uma campanha eleitoreira, denegrindo a imagem do INEA. Mais ainda, desejo, e confio, que os atuais gestores da SEAS e do INEA possam ter serenidade, sabedoria, para poder distinguir o “joio” do “trigo”, ou seja, quem fica e quem sai. Autonomia para isso eles parecem ter. Mais do que isso, desejo que esse “oásis de gestão” conduzida pelo atual governador Ricardo Couto possa ser bem aproveitado, no sentido aumentarem a “blindagem” da máquina pública contra esses “assaltantes de cargos” que assumem a cada 4 anos, uma vez que infelizmente essa outra blindagem – a escolha dos nossos. governantes – o povo do nosso estado já demonstrou que não aprende mesmo a fazer.