Os responsáveis pelo consórcio Nova Via Mobilidade, único proponente no leilão que vai escolher o novo operador dos trens urbanos do Estado do Rio, têm ligações com o caso da compra de títulos do Banco Master pelo Rioprevidência. A corretora Planner, que administra os dois fundos de investimento que compõem o consórcio, foi apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) como responsável por mediar quatro transações entre o fundo de previdência e o Master.
Segundo auditorias do TCE, a corretora foi intermediária na aquisição de cerca de R$ 510 milhões das letras financeiras do Master compradas pelo Rioprevidência. Na época, as operações foram consideradas irregulares pelo Tribunal, que chegou a informar ao fundo que a instituição não possuía capacidade de emitir o instrumento financeiro.
Segundo a Nova Via, a Planner atuará apenas como administradora no consórcio, que escolherá outros gestores financeiros para cuidar de seus planos e estratégias de investimentos.
Fundos da Planner que compõem consórcio foram criados menos de um mês antes do leilão
A Planner administra dois fundos que compõem o consórcio: Nova Via Fundo de Investimentos e Mega Fundo de Investimentos. Ambos foram criados menos de um mês antes do leilão da operação dos trens, que aconteceu nesta terça-feira (10). Com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os dois iniciaram atividades entre os dias 15 e 22 de janeiro.
Em resposta, a Planner disse que precisava conhecer detalhes do edital antes de criar o consórcio e que, por isso, os fundos que o compõem só foram instituídos em janeiro. Uma nova audiência para concluir a etapa licitatória do acordo pela operação dos trens acontece no dia 25 de fevereiro.
Após a homologação, o vencedor será convocado para a assinatura do contrato e início da transição de operação, que vai acontecer junto da antiga operadora, a SuperVia.
Com informações do jornal “O Globo”.

