Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) investiga a possível ligação de mais de mil postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro com o crime organizado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima, após reunião com integrantes do Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA-RJ).
Segundo o ministro, o número é preliminar e ainda depende do cruzamento de informações entre os órgãos envolvidos na investigação.
“Os números mencionados dão uma monta de mais de mil postos que estão envolvidos com isso. Mas temos que ter muita parcimônia, porque tudo isso ainda será confirmado a partir do cruzamento de informações”, afirmou.
Força-tarefa conta com representantes da PF, do MPRJ e da sociedade civil
Segundo o ministro, a reunião contou com cerca de 20 participantes, entre representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Polícia Federal e da sociedade civil. O objetivo foi definir estratégias para combater a infiltração de organizações criminosas no mercado formal de combustíveis.
Na última passada, uma operação da PF teve como alvo uma rede de postos suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro. A ação resultou na prisão do pré-candidato ao Senado Márcio Canella, que responderá ao processo em liberdade.
De acordo com Wellington César Lima, o diagnóstico apresentado durante o encontro revela a dimensão da vulnerabilidade do setor à atuação do crime organizado.
O ministro afirmou que esta foi a primeira de uma série de reuniões entre os órgãos envolvidos e disse esperar uma atuação integrada no combate às organizações criminosas. Ele também destacou que as ações da força-tarefa serão conduzidas de forma a não comprometer o abastecimento de combustíveis no estado.
“É preciso que os órgãos de controle produzam o combate ao crime organizado sem desabastecer a população carioca. A população será assistida e o crime organizado, combatido”, afirmou.
Com informações da Globonews e da TV Globo.

