A nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), que aconteceu na manhã desta quarta-feira (15), terminou sem um acordo.
Durante a audiência de conciliação, o sindicato patronal apresentou uma nova proposta de reajuste salarial, elevando a oferta de 4,5% para 5%. A categoria, no entanto, considerou o percentual insuficiente e voltou a cobrar avanços tanto na recomposição salarial quanto nas condições de trabalho, indicando que um acordo ainda está distante.
Inicialmente, a categoria pedia reajuste de 17%, mas reduziu o percentual para 12% durante assembleia realizada no último dia 7 de julho, na tentativa de destravar as negociações.
O representante da Rio Ônibus afirmou que o sindicato patronal já chegou ao limite da proposta.
“Fizemos o nosso máximo para chegarmos ao valor de 5% de aumento da remuneração dos rodoviários”, declarou.
Do outro lado, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, criticou a postura das empresas e afirmou que “falta boa fé nessa negociação”.
Segundo ele, o ambiente entre os trabalhadores é de insatisfação.
“O clima é de revolta. É preciso entender isso”, argumentou.
Rodoviários também cobram intervalo maior durante a jornada
Além da pauta salarial, os rodoviários passaram a reivindicar um intervalo mínimo de 30 minutos durante a jornada de trabalho. Atualmente, segundo o sindicato, muitos motoristas têm apenas cerca de cinco minutos de descanso entre uma viagem e outra, no ponto final das linhas.
Durante a audiência, uma das magistradas responsáveis pela condução da negociação classificou o pedido como “razoável e legítimo”.
A Rio Ônibus, no entanto, argumentou que a legislação permite que o intervalo seja fracionado em períodos menores, como os atualmente praticados.
Com informações do “Diário do Rio” e do “RJ1”.

