A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) manifestou preocupação com as novas medidas fiscais estudadas pelo governo federal para gerar receitas extras a partir da produção de petróleo e gás. Entre as propostas estão a revisão das alíquotas da participação especial e dos royalties — medidas que, segundo a entidade, geram insegurança jurídica, afastam investimentos e impactam negativamente as economias locais.
De acordo com a Firjan, o Estado do Rio será um dos mais afetados, já que os projetos do pré-sal, que atualmente pagam royalties 50% superiores aos de outros campos, podem ser diretamente atingidos.
A entidade também aponta que as mudanças comprometem a viabilidade econômica da revitalização e da extensão da vida útil dos campos de exploração. Isso pode significar aumento de custos e, consequentemente, a paralisação de investimentos no setor.
“A Firjan defende avanços regulatórios e a criação de incentivos para a redução de custos, como forma de manter a geração de empregos e estimular a contratação de bens e serviços no estado”, disse a entidade.
Um levantamento da própria instituição mostra que mais de 60% da receita gerada pela produção de óleo e gás é destinada ao pagamento de tributos, taxas e contribuições.
Para a Firjan, enquanto o país e estados discutem o futuro do petróleo, de forma a garantir a segurança energética e o desenvolvimento econômico, aumentar custos de produção apenas acentuará o cenário de crise energética que está se formando.
A falsificação de assinaturas físicas em contratos sociais e alterações empresariais é um problema recorrente e pode alimentar fraudes como a inclusão de “sócios-laranjas”, a usurpação de quadros societários e a sonegação fiscal.
Para acelerar a proteção das vítimas e desburocratizar o processo, a Junta Comercial do Rio (Jucerja) publicou, no Diário Oficial, uma nova regra, que cria um procedimento administrativo para suspender e cancelar atos considerados fraudulentos, sem a necessidade de que a vítima ingresse previamente com uma ação judicial.
Mais agilidade no combate a fraudes
Diante dos prejuízos causados pelo uso indevido de nomes e CPFs, a regulamentação busca dar uma resposta mais rápida aos casos.
A partir de agora, a própria pessoa lesada, seus herdeiros ou o Ministério Público poderão solicitar diretamente à Jucerja o cancelamento do registro suspeito.
O principal avanço é a possibilidade de suspensão cautelar imediata do documento. Com a apresentação de um Boletim de Ocorrência e de uma declaração formal de falsidade, a Junta poderá suspender os efeitos do registro por até 90 dias.
Durante esse período, novos arquivamentos vinculados ao ato ficam bloqueados e um alerta sobre a suspeita passa a constar de todas as certidões emitidas para a empresa.
Medidas para comprovar o golpe sofrido pela vítima
Caso a vítima ainda não tenha um laudo comprovando que a assinatura foi falsificada, feito pela Polícia Civil ou por um perito credenciado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), a própria Jucerja poderá providenciar a análise.
Para isso, a vítima deverá comparecer presencialmente à autarquia para fornecer um padrão de assinatura e prestar depoimento formal, ciente de que uma falsa alegação de fraude pode configurar crime.
Para evitar pedidos de má-fé, a deliberação também estabelece responsabilidade financeira para o denunciante. Se a perícia concluir que a assinatura é verdadeira, o solicitante terá de arcar com os custos do exame, que poderão ser cobrados judicialmente pela própria Jucerja.
A norma determina ainda que, quando o ato cancelado tiver uma “Declaração de Autenticidade” assinada por advogado ou contador, cópias do processo sejam encaminhadas aos respectivos órgãos de classe, OAB e CRC. Os documentos também serão enviados às autoridades policiais e fazendárias.
A Deliberação nº 174/2026 já está em vigor e se aplica imediatamente aos casos que estão em andamento na Junta.
Por mais de dez décadas, o antigo Hotel Glória foi uma das referências da arquitetura da região central do Rio. Agora, quatro anos depois do início das obras com um investimento de R$ 400 milhões, o espaço volta a abrir as portas como um condomínio residencial.
O residencial reúne apartamentos de duas, três ou quatro suítes, com até 214 metros quadrados. O projeto também inclui elevador panorâmico, unidades com entradas independentes e apartamentos com até três vagas de estacionamento.
Segundo a construtora Sig Engenharia, das 266 unidades, 73% já foram vendidas, com apartamentos que custam entre R$ 1,8 milhão e R$ 7 milhões.
As primeiras chaves começaram a ser entregues há cerca de duas semanas, e duas famílias já se mudaram para o novo endereço.
Novos espaços no antigo Glória
As 266 unidades estão distribuídas entre três torres: Histórico I, Histórico II e Contemporâneo. Os dois primeiros prédios contam com elevador panorâmico, enquanto o terceiro tem entrada independente. O acesso ao estacionamento será feito por uma das laterais do condomínio.
De acordo com o Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, entre os compradores, 60% já moram no Rio, 30% vivem em outros estados e 10% são estrangeiros. Pela convenção do condomínio, os imóveis poderão ser alugados, mas não para estadias de curta duração, como as oferecidas pelo Airbnb.
Sala com varanda da unidade 1008 do Edifício Histórico II — Foto: Reprodução/Glória Residencial
De salão para coletivas de presidentes às festas de moradores
Uma das áreas que ganhou nova função é o antigo salão nobre. Com 244 metros quadrados, o espaço no segundo piso, usado no passado para convenções e coletivas de presidentes da República, virou espaço destinado a festas e poderá ser utilizado pelos moradores no sistema de “pay for use”. O ambiente foi equipado com mesas, sofás e cadeiras, com capacidade para até 250 pessoas.
Também está disponível para ser alugado no rooftop o espaço com churrasqueira e duas cozinhas gourmet.
Fachada histórica preservada
O antigo Hotel Glória foi o primeiro cinco-estrelas do Brasil e recebeu diversas personalidades, como o astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, e presidentes da República, devido à sua proximidade com o Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960.
Por dentro do espaço, tudo é novo. Foi necessário reconstruir as áreas internas do zero, já que o empresário Eike Batista, que comprou o Glória e depois repassou o imóvel, demoliu e se desfez da mobília.
Mas apesar da transformação do prédio em residencial, a fachada do antigo hotel foi mantida. O imóvel é protegido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), e o tradicional monograma dourado continuará na marquise branca da entrada principal.
Durante a mobilização, Paes cantou o jingle de Ceciliano e pediu votos para o candidato a deputado estadual.
Adilson é um dos homens de confiança de Paes. Foi líder do governo na Câmara Municipal durante o primeiro mandato do prefeito (2009-2012) e vice-prefeito na gestão seguinte (2013-2016). Além disso, comandou três secretarias municipais ao longo das administrações do candidato do PSD.
Estagiária sob supervisão de Bruno Quintella e Berenice Seara.
Defesa de Rueda diz que MPE tenta criar ‘inelegibilidade reflexa’, cita o apoio de ‘envolvidos com o crime’ a outros candidatos e protesta contra o novo parecer
Os advogados do candidato a deputado federal Antônio Rueda (União) apresentaram ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) uma manifestação contra o novo parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que passou a recomendar o indeferimento do registro de sua candidatura.
A defesa, liderada pelo advogado Lauro Rabha, afirma ter recebido com “profunda perplexidade” a mudança de entendimento, alegando que não houve alteração nas provas reunidas no processo nem apresentação de novos elementos contra o candidato.
Para defender Rueda, os advogados também usam como exemplo outros candidatos que tiveram os registros barrados pelo TRE-RJ por supostos vínculos com organizações criminosas ou paramilitares, mas que continuam aparecendo em alianças, palanques e materiais de campanha. O argumento é que, se o simples apoio ou proximidade com esses candidatos fosse suficiente para “contaminar” uma candidatura, a mesma lógica teria de atingir também quem recebe apoio deles, como Eduardo Paes ou Pedro Paulo, que disputam o governo e o Senado pelo PSD.
Novo entendimento do MPE opina pela rejeição da candidatura de Rueda
O MPE avaliou que a candidatura de Rueda se beneficiou da capacidade de mobilização territorial e de coerção exercida por lideranças políticas na Baixada Fluminense que foram condenados por serem articuladores ou integrantes de organizações paramilitares ou milícias.
A defesa sustenta que a responsabilização eleitoral exige uma conduta própria do candidato, e afirmou que a mudança de entendimento da procuradoria cria uma “inelegibilidade reflexa”.
“A restrição de direitos políticos é personalíssima e exige fato próprio. O que o parecer propõe é uma extraconstitucional inelegibilidade reflexa: o impugnado seria alcançado não por algo que fez, mas por publicações que terceiros fizeram, unilateralmente, em seus próprios perfis, sem que se alegue solicitação, ajuste, pagamento, coordenação ou aceitação”, diz a contraposição de Rueda.
Segundo os advogados, Rueda estaria sendo responsabilizado por atos de terceiros, entre eles publicações de apoio feitas nas redes sociais por pessoas que respondem a processos e a aliança política, conhecida como “dobradinha”, com o candidato a deputado estadual Márcio Canella (União).
Defesa cita diligências feitas pelo próprio TRE
Os advogados destacam os resultados das diligências determinadas pelo TRE-RJ para verificar possíveis vínculos de Rueda com organizações criminosas ou paramilitares.
Segundo a defesa, as 153ª, 154ª e 155ª Zonas Eleitorais de Belford Roxo não encontraram registros de ameaça, violência, coação de eleitores, impedimento de propaganda, exclusividade territorial ou uso de homens armados em benefício das campanhas de Rueda e Márcio Canella.
Ela também afirma que Rueda nunca integrou a administração municipal, citando que a prefeitura informou que dois agentes citados no processo foram exonerados em 29 de setembro de 2025 e não têm vínculo com o município desde então. As peças de processos criminais, por sua vez, dizem respeito a terceiros e não fariam referência ao candidato.
Para os advogados, as diligências não trouxeram novas provas contra Rueda: “mudou a valoração; não mudou a prova”.
Defesa questiona vínculo por apoio de terceiros
Outro ponto central da manifestação é a interpretação do MPE de que Rueda teria se inserido em uma estrutura ligada a organizações criminosas por ter feito uma “dobradinha” com Canella e recebido manifestações de apoio de terceiros.
A defesa afirma que não existe, na Constituição ou na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hipótese de inelegibilidade baseada exclusivamente em ato de terceiro ou em uma aliança eleitoral.
Os advogados também lembram que o próprio acórdão do TRE-RJ que determinou as diligências havia delimitado como ponto central do julgamento a existência de prova de que uma organização criminosa ou paramilitar teria efetivamente promovido apoio à candidatura e de que o candidato teria conhecimento, solicitado, aceitado, coordenado ou conscientemente utilizado esse apoio.
Medida que valeria para todos
A manifestação também questiona as consequências que a tese do MPE poderia produzir para outros candidatos. Segundo os advogados, se uma publicação espontânea de terceiro for suficiente para inviabilizar uma candidatura, qualquer político poderá ficar sujeito às ações de pessoas que decidam apoiá-lo, inclusive de forma deliberada para prejudicá-lo.
Para sustentar que o critério adotado pelo MPE precisaria ser aplicado de maneira geral, a defesa apresenta uma relação de candidatos que tiveram seus registros indeferidos pelo TRE-RJ com base na tese relacionada à chamada “milícia de gravata”.
O documento aponta que praticamente todos os 15 candidatos mencionados dividiram palanques, carreatas, materiais de campanha ou peças nas redes sociais com outros candidatos que tiveram seus registros deferidos, inclusive candidatos ao governo do estado, ao Senado e à Presidência da República.
A defesa sustenta ainda que, levada às últimas consequências, a interpretação do MPE poderia atingir partidos e chapas inteiras que tiveram candidatos com registros indeferidos pela mesma fundamentação, inclusive candidaturas majoritárias.
No trecho da manifestação, a defesa de Rueda questiona se toda pessoa que foi elogiada por uma pessoa condenada estaria associada a ela — Foto: Reprodução
NFL no Maracanã: prefeitura divulga esquema especial de trânsito, reforço no policiamento e regras de acesso ao estádio para jogo no próximo domingo (27)
A Prefeitura do Rio divulgou, nesta segunda-feira (21), uma operação especial de trânsito para receber a partida da NFL entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, no Maracanã, no próximo domingo (27). O esquema também prevê reforço no policiamento e orientação para que os torcedores priorizem metrô e trens. Os portões serão abertos às 13h25.
A região do Maracanã terá restrições de estacionamento, com sinalização específica que será instalada ao longo da semana. Além das proibições de estacionamento já existentes, novas restrições entrarão em vigor das 19h até duas horas após o término da partida.
Durante a operação, o trânsito no sentido Méier será desviado pela Rua Ceará. Já os veículos que seguirem em direção à Tijuca deverão utilizar a Rua Mariz e Barros.
Metrô: desembarque em estações diferentes
A CET-Rio recomenda o uso do metrô e dos trens urbanos para o deslocamento até o estádio.
O metrô funcionará das 7h às 23h no domingo. Para distribuir o fluxo de pessoas no entorno do estádio, a orientação é que os passageiros desembarquem em estações diferentes, de acordo com o portão de entrada:
Portões A e B: estação Maracanã/Rei Pelé, da Linha 2;
Portão C: estação São Francisco Xavier/Tijuca, da Linha 1;
Portões D e E: estação São Cristóvão, da Linha 2.
A recomendação é que os torcedores utilizem o pagamento por aproximação diretamente nas catracas ou recarreguem antecipadamente o cartão Jaé.
Batalhões especializados
A Polícia Militar ficará responsável pela escolta das delegações e pela manutenção da ordem pública no entorno do evento, especialmente na região do Maracanã.
O esquema será coordenado pelo Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe), com apoio do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). Também participarão agentes da Diretoria-Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (DGTIC), do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e de batalhões responsáveis pela região.
A Polícia Civil também terá reforço de efetivo durante a operação.
Regras de acesso ao estádio
De acordo com a organização do evento, somente bolsas transparentes serão permitidas no estádio, medida que visa facilitar a inspeção do conteúdo pelos agentes de segurança.
Entre os objetos cuja entrada será proibida estão:
A Defesa Civil emitiu um alerta na manhã desta segunda-feira (21) por conta do registro de rajadas fortes a pontualmente muito fortes na cidade do Rio. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência (COR), por volta das 7h30, o Vidigal, na Zona Sul, registrou rajadas de ventos de 77,7 km/h.
Equipes do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) emitiram, por volta das 8h45, alerta para rajadas de vento nas regiões da Costa Verde, Centro Sul, Capital, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixada Litorânea e Norte.
A previsão é de que a situação permaneça ao longo do dia, com ventos moderados e rajadas pontualmente fortes.
Recomendações
O COR listou algumas recomendações para aqueles que estiverem em casa e para os que não estiverem também.
Para aqueles que estiverem em casa:
Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa;
Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.
Para aqueles que estiverem na rua:
Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;
Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas;
Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). Ele ocupava a posição em uma delegacia em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, e a decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).
O ex-parlamentar se mudou para os Estados Unidos em março de 2025, após alegar estar sofrendo perseguição política no Brasil, mas o afastamento do cargo na PF ocorreu apenas em fevereiro deste ano. No último diai 16 de junho, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, por ter articulou politicamente nos Estados Unidos para pressionar e intimidar o Judiciário brasileiro.
O acúmulo de faltas não justificadas é um dos principais motivos por trás do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na corporação. Pelo mesmo motivo, ele já perdeu o cargo de deputado federal.
O relatório final do PAD foi divulgado no dia 21 de julho, mas a decisão definitiva coube ao ministro da justiça Wellignton César Lima e Silva.
Estagiária sob supervisão de Berenice Seara e Felipe Galeno.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) reverteu sua posição e agora deu parecer desfavorável ao registro de candidatura do candidato a deputado federal Antônio Rueda (União).
Em nova manifestação enviada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) na última sexta-feira (18), a Procuradoria Regional Eleitoral defendeu o indeferimento do registro do candidato por participação em organização criminosa.
Entenda a cronologia do processo
Em um primeiro parecer, o MPE havia se posicionado a favor da liberação da candidatura. O órgão entendeu que as acusações apresentadas nas ações de impugnação se baseavam apenas em reportagens jornalísticas e certidões comuns, sem provas suficientes. Mas, como os fatos denunciados eram muito graves, o plenário do TRE-RJ aprovou uma questão de ordem e determinou diligências para coletar documentos oficiais de órgãos como a Polícia Federal, ANAC, Justiça Estadual e a Prefeitura de Belford Roxo.
Com o retorno das informações oficiais, o MPE concluiu que o cenário mudou. Documentos da Prefeitura de Belford Roxo confirmaram que duas lideranças políticas locais condenados por serem articuladores ou integrantes de organizações paramilitares ou milícias — Luiz Eduardo Santos de Araújo (“Eduardo Araújo”) e Fábio Augusto de Oliveira Brasil (“Fabinho Varandão”) — ocuparam cargos de secretários municipais ao longo do ano de 2025.
A ocupação de cargos de alto escalão aconteceu mesmo após ambos terem sido impedidos pela Justiça Eleitoral de concorrer ao cargo de vereador em 2024 pela proibição constitucional do uso de organizações paramilitares ou milícias no processo eleitoral, apontando-os como articuladores ou integrantes desses grupos na Baixada Fluminense. Além disso, continuaram atuando ativamente na promoção da “dobradinha” política entre Rueda e o candidato a uma vaga na Alerj Márcio Canella(UNIÃO/PP), veiculando propagandas e eventos conjuntas.
O Ministério Público Eleitoral avaliou que a candidatura de Antonio Rueda se beneficiou da capacidade de mobilização territorial e de coerção exercida por esses líderes locais. Para o órgão, permitir a candidatura significaria chancelar uma “fraude” à regra da Constituição, permitindo que agentes ligados a milícias atuem por vias indiretas para alavancar a eleição de terceiros.
O que diz a defesa de Rueda
Em sua defesa apresentada ao processo, Antonio Rueda alegou que não há nenhuma prova de irregularidade praticada diretamente por ele. Ademais, sustentou que os dois apoiadores agiram por conta própria em suas redes sociais pessoais e que contra sua pessoa não existe qualquer condenação, denúncia ou indiciamento criminal, devendo prevalecer o princípio da presunção de inocência.
A segunda-feira chegou ao Palácio Guanabara sem freio nas nomeações. No Diário Oficial, o expediente do governador em exercício Ricardo Couto e da Casa Civil registrou, ao todo, 28 movimentações: 18 nomeações e 10 exonerações, além de algumas designações e reconduções internas.
O movimento do dia ficou concentrado em ajustes na máquina estadual, com mudanças de rotina e novas escolhas para cargos da administração. Entre as publicações, chamou atenção a nomeação para a vice-presidência do Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio (Proderj).
A principal mudança dessa rodada mexe justamente no topo da estrutura operacional da autarquia. Charles Monteiro Guimarães, que já ocupava a diretoria no Proderj, deixa o posto para assumir a vice-presidência.
Nas outras áreas do governo, o expediente seguiu em ritmo mais discreto, com ajustes nas equipes e preenchimento de postos. Casa Civil e Segurança Institucional fizeram mudanças em seus times de apoio, enquanto a Polícia Militar teve alteração em um comando intermediário na Baixada.
Jás as pastas de Saúde, Educação e Desenvolvimento Econômico nomearam novos ocupantes para cargos de assessoria e gerência.
Com 900 unidades, conjunto habitacional em Jacarepaguá ganha revitalização da prefeitura dez anos após receber moradores desapropriados para obras da Rio 2016
Com 900 unidades habitacionais e cerca de 7 mil moradores, o Conjunto Habitacional Parque Carioca, na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, está passando por uma ampla revitalização. As intervenções alcançam os quatro lotes do residencial e incluem melhorias nas áreas de lazer, circulação, acessibilidade e nos sistemas de água, esgoto e iluminação.
O condomínio recebeu as primeiras famílias há mais de dez anos, em meio às mudanças provocadas pelas obras para a Rio 2016. Agora, a estrutura do residencial passa por uma série de reparos para recuperar espaços de uso comum e melhorar as condições de circulação e infraestrutura.
Entre os serviços previstos estão a recuperação das quadras poliesportivas, com troca dos alambrados, a manutenção dos parques infantis e a restauração de meios-fios. Escadas, paredes, corrimãos e corredores internos também estão sendo recuperados e recebem nova pintura. O projeto inclui ainda a construção de rampas de acessibilidade e a demarcação das vagas de estacionamento.
As intervenções também atendem a demandas apresentadas pelos próprios moradores. No lote 2, por exemplo, foram criadas novas vagas para automóveis. O mesmo setor receberá dois reservatórios de água, com capacidade de 20 mil litros cada, para reforçar o abastecimento do conjunto.
Na parte de infraestrutura, o lote 3 recebe uma nova tubulação para a rede de esgoto sanitário. Já no lote 4, o sistema de iluminação passou por manutenção.
As obras são conduzidas pela Secretaria Municipal de Habitação em parceria com a Subprefeitura dos Grandes Complexos.
Novo endereço para famílias da Vila Autódromo
O condomínio faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida e foi construído pela prefeitura em parceria com o governo federal, passando a ser ocupado em 2014 por famílias que vinham da Vila Autódromo, em Jacarepaguá, localizada a cerca de um quilômetro de distância. Na região, 278 casas seriam desapropriadas em razão das obras do Parque Olímpico, que concentrou as principais instalações da Rio 2016.
Na ocasião, os residentes das casas que iriam abaixo tiveram de escolher entre receber uma indenização ou ocupar um apartamento de dois ou três quartos no novo residencial.
Mais de uma década depois da chegada das primeiras famílias, a prefeitura também afirma estar avançando na regularização dos imóveis. O trabalho envolve os procedimentos necessários para que os moradores recebam a documentação definitiva de posse das unidades.