A aprovação do projeto “Praça Onze Maravilha” (PLC 92/2025) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro celebra não apenas o início de uma nova fase de desenvolvimento para o nosso Centro, mas também o triunfo da boa política. O plano de revitalização que agora se consolida é o resultado de um processo democrático, onde a escuta mútua entre o Poder Executivo, o parlamento e a sociedade civil permitiu que a cidade saísse ganhando.
Como vereadora e urbanista, acredito que o papel do Legislativo é justamente este: somar forças, propor caminhos e aperfeiçoar grandes projetos em prol do bem comum.
Revitalizar a Praça Onze é um desejo compartilhado por todos nós que amamos o Rio. Quando a Prefeitura do Rio enviou a proposta inicial à Câmara, sabíamos que tínhamos em mãos uma oportunidade para impulsionar a região. A atividade parlamentar cumpre sua função mais nobre quando se debruça sobre essas propostas para incluir novas camadas de proteção social, ambiental e histórica.
Através de um diálogo aberto, técnico e produtivo com a gestão municipal, conseguimos aprovar emendas fundamentais que acolhem as demandas de quem vive e pulsa o dia a dia daquela região. Garantimos vitórias estruturais. A primeira delas é a inclusão do restauro da Vila Operária Salvador de Sá, um conjunto habitacional precioso de 1906, localizado ao lado do Sambódromo, que agora terá sua memória operária preservada. Da mesma forma, unimos forças para salvaguardar o complexo modernista da Escola Calouste Gulbenkian, obra icônica das arquitetas Rizza Conde e Cleia Braga. Proteger esse patrimônio é honrar o pioneirismo feminino e a riqueza cultural que fazem da Praça XI o berço de tantas tradições cariocas.
A sensibilidade social e o olhar técnico também caminharam juntos na habitação e no meio ambiente. O projeto foi enriquecido com a garantia de investimentos em melhorias habitacionais para as comunidades vizinhas do São Carlos e da Coroa, além de diretrizes para a produção de Habitação de Interesse Social (HIS). Na frente ambiental, o diálogo com o corpo técnico do município viabilizou a inclusão de critérios de resiliência climática, como telhados verdes e jardins de chuva. Além disso, uma costura madura e equilibrada com o Executivo garantiu ajustes na redação final para mitigar o impacto na paisagem, preservando o horizonte e a ventilação das encostas da APA de Santa Teresa.
É claro que o debate parlamentar é feito de debates intensos. Algumas propostas, como a Cota de Solidariedade, não avançaram neste momento, o que faz parte do amadurecimento dos ritos da Câmara. No entanto, o saldo final é amplamente positivo. A tramitação do PLC 92/2025 provou que, quando há disposição para a troca e respeito institucional, a política urbana se fortalece. O Rio ganha um projeto mais completo, robusto e humano. A Praça Onze está pronta para o futuro, mantendo viva a sua alma e a sua história através da união de todos.
Tainá de Paula é vereadora, urbanista, especialista em Cidades e ex-secretária municipal de Meio Ambiente e Clima


Todo esse espaço para uma vereadora petista se auto elogiar…Quero ver dar espaço para outros expectros políticos…Ou talvez se assumam esquerdopatas, de uma vez por todas!
Ah é, esqueci que a autora do texto trabalhou na gestão do Eduardo Paes. Secretária, né?
Não sou contra melhorar a área não. Mas só sabe fazer parque. Pra uma mulher de esquerda, negra, por que não fez nada pela zona norte do Rio? Parque? Fez parque em Realengo, Parque em Piedade, e mais esse parque.
16 anos de Eduardo Paes, e parque, parque, parque. Ah, e show!
E. Zona norte cai aos pedaços. Nem remédio tem nos hospitais e UPA.
Me poupe! Isso é obra de especulação imobiliária. Quero ver dar morador decente pra morador da favela.
Tem como fazer. Não precisa nem se mudar praticamente. Santa Teresa é o modelo.