A Polícia Federal identificou indícios de que servidores públicos repassavam informações antecipadas sobre fiscalizações em postos de combustíveis no estado do Rio. Segundo a investigação, o grupo ligado à rede obtinha dados sobre operações do Procon, incluindo cronogramas e horários das ações, para se preparar e evitar prejuízos aos empreendimentos.
As comunicações identificadas pela PF envolviam Pablo Russo, apontado como responsável pelo controle e pela administração da rede de postos, e pessoas vinculadas ao Procon e à Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon).
Na investigação, o deputado eleito Márcio Canella (União Brasil), preso nesta quinta-feira (15), é apontado como o elo entre o poder público, a rede de postos suspeita de ser usada para lavar dinheiro e integrantes da organização criminosa.
Áudio enviado a Pablo Russo antecipava fiscalização do Procon em São Gonçalo
Uma das conversas identificadas pela Polícia Federal mostra um advogado repassando a Pablo Russo informações sobre uma fiscalização do Procon que seria realizada em São Gonçalo no dia seguinte. O áudio foi enviado em 15 de abril deste ano e menciona o aviso prévio sobre a operação, embora a lista dos postos que seriam fiscalizados ainda não estivesse disponível.
“Amanhã vai ter fiscalização do Procon/Rio em São Gonçalo. Acabaram de avisar Tchetcheco aqui. E aí ele não sabe quais os postos que vão fazer. Mas amanhã de manhã, quando a equipe se encontrar, ele vai pegar a relação e vai me mandar. Mas, de antemão, é pra todo mundo ficar de alerta, tá?”, diz o homem na gravação.
Segundo a investigação, a mensagem integra o conjunto de comunicações que indicariam o acesso antecipado da organização a informações para que se preparassem antes da chegada das equipes dos órgãos fiscalizadores.
Documentos de veículos de fiscais, horários e programação semanal das operações foram vazados
Além dos avisos sobre fiscalizações específicas, a PF identificou o suposto compartilhamento de informações internas dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos postos. Entre os dados mencionados pelos investigadores estão documentos dos veículos utilizados pelos fiscais, cronogramas semanais das operações e horários previstos para as ações.
Ao analisar as comunicações, a Polícia Federal apontou indícios de violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva. No relatório, os investigadores afirmaram ter identificado, “além de uma indecorosa troca de ‘favores’, evidente mercancia da função pública”.
Pablo Russo é apontado como responsável pela administração da rede de postos
Na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Pablo Russo é apontado como uma figura central na estrutura econômica da organização criminosa. Segundo a investigação, ele controlava a rede de postos de combustíveis e exercia funções de administração, coordenação financeira e interlocução com agentes públicos e particulares vinculados aos interesses do grupo.
Os estabelecimentos são apontados como parte da estrutura utilizada para ocultar a origem de recursos de atividades criminosas. A PF investiga como a rede era administrada e de que forma as relações com agentes públicos contribuíam para o funcionamento dos negócios.
A operação desta quinta-feira é a oitava fase da Unha e Carne. A Polícia Federal investiga uma organização criminosa armada com participação de agentes públicos e articulação político-institucional, suspeita de utilizar empresas do setor de combustíveis para lavar dinheiro.
Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada, das quais 96 são postos de combustíveis.
Com informações do jornal “O Globo”.
Comentários 8
Prefeitura so trabalha empurrada pela midia ..tudo o que se reclama , para no meio do caminho por forca$ ocultas…deveriam punir o responsável pela área…recebem salário para nada.
Verdade o trabalho deles é esse fiscalizar e investigar os bares depositos em geral e punindo quem nao tiver registrado rotulado e carimbado nao podera funcionar sera INTERDITADO E RESTRITO .
Não adianta fazer de dez em dez anos, isso é coisa muito séria e tem que ser Levada a sério pela prefeitura.
No calçadão de campo grande está impossível caminhar, é uma desordem sem tamanho, fiscalização não vai lá, quando aparece é só pra pegar propina, todo mundo sabe disso, nós estamos largados pelo poder público.
O calçadão deCpo de Grande está precisando de choque de ordem.fiscais é guarda municipal ficam fazendo só figuração.
Eu tenho certeza que esse seja uma oportunidade da prefeitura moralizar o comércio, a feira de campo grande é um lixo só, vende produtos impróprio para o consumo humano, mais ninguém faz nada, cadê a prefeitura para atua nesta feira?
A milícia faz o que quer, a subprefeitura sabe disso, mais é conivente. Prefeito vc tá tomando bola não costas, tem muita gente levando vantagem.
Aproveitando a deixa, quero falar a respeito da obra do viaduto de campo grande de que adiantou o mergulhão? Absolutamente de nada, continua um igarrafamento absurdo, o asfalto feito esses meses atrás já tem um buraco imenso bem na subida do viaduto resto de asfalto?
A prefeitura tem que trabalhar constantemente nessas situações e outras , só está fazendo esse trabalho por causa da crise do metanol. E produtos de procedência illegal em todo o estado do RJ. Qual buraco do RJ tem venda clandestina. Cervejas, whisky, gin, carne, frango, linguiça, manteiga , leite , biscoito e vários produtos roubados , com validade vencida e armazenamento duvidoso.