O diretório estadual do PT escolheu, com as bênçãos do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, a chapa do partido ao Senado para as eleições de outubro. Em reunião realizada na manhã deste sábado (18), foram lançados a deputada federal Benedita da Silva como candidata; o vereador Felipe Pires na primeira suplência e o pastor e cantor gospel Kleber Lucas na segunda.
Só que não.
No dia 8 de abril, Benedita havia mandado uma carta ao presidente estadual, Diego Quaquá; ao presidente nacional, Edinho Silva; e à coordenação do Grupo de Trabalho Eleitoral Nacional do partido, indicando o ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino como o seu suplente. A sugestão de Bené já teria sido levada, ainda que informalmente, ao presidente Lula.
“Também fundador do Partido dos Trabalhadores, secretário de Articulação Política na minha passagem pelo governo do estado, companheiro de trajetória e de caminhada política”, justificou Benedita sua preferência por Manoel Severino.
A turma que faz oposição a Quaquá nem deu o ar de sua graça na reunião do diretório. Nomes e grupos importantes do partido, como os ligados à deputada estadual Verônica Lima e ao ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (antigo aliado e hoje desafeto de Quaquá) preferiram não votar.
A chapa foi aprovada com os votos de 33 de 61 integrantes.
E é aí que o caldo entorna. Por resolução da executiva nacional do partido, para valer, a chapa precisaria de dois terços — e não da maioria simples. Então, a decisão deste sábado não seria válida.
A turma do diretório afirma que a vontade da maioria já foi apontada pelo diretório. Mas admite que será necessária mais uma etapa para validar a escolha.
“Ficou ainda deliberado que, no dia 23 de maio, será realizado o Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores, dando continuidade ao processo de organização e definição das táticas eleitorais”, diz a nota oficial do partido.
De acordo com integrantes do grupo de Quaquá, se a votação tivesse alcançado os dois terços, não haveria necessidade de novas discussões. Mas, como ficou na maioria simples, a escolha terá que ser ratificada no encontro do dia 23.



