As investigações da Polícia Federal apontam que o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União) articulou mudanças na legislação estadual do Rio para viabilizar a nomeação do delegado Marcus Amim ao comando da Polícia Civil. Ambos foram presos na última quinta-feira (15), na oitava fase da Operação Unha e Carne.
A suposta articulação de Canella consta na representação policial que embasou a operação. A PF investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro.
As suspeitas são de que Canella teria sido responsável por articular a indicação de Amim inicialmente para a presidência do Detran-RJ e, em seguida, para a Secretaria de Polícia Civil. Para viabilizar esta última, o parlamentar teria atuado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para flexibilizar o tempo de carreira exigido por lei para o cargo.
Na ocasião, Amim somava 21 anos na Polícia Civil, mas apenas 12 como delegado — tempo insuficiente pelas regras anteriores, que exigiam mais experiência no cargo. A alteração permitiu contabilizar todo o período prestado à instituição.
Além de Canella e Amim, também foram alvos da PF outros quatro policiais civis: Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo; José Carlos Alves de Souza Júnior; e os irmãos Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes.
Com informações de “g1”.


























































