Candidato a deputado federal este ano pelo Missão, Victor Antoun não ficou nem na suplência. O curioso é que dos 49.934 votos que recebeu, 19 deles vieram de moradores de Laje do Muriaé — município que, se dependesse do político, deixaria de existir como município. O número corresponde a 0,37% dos votos válidos na cidade. Contabilizando o estado todo, o percentual do advogado foi de 0,46%.
Esses 19 camaradas realmente não devem gostar muito do lugar onde moram. Afinal, durante a campanha, Antoun classificou o município como o “mais merda do estado”.
Na ocasião, o candidato disse que o município não tinha viabilidade econômica e classificou 67% dos moradores como “miseráveis”, sem apresentar as fontes nas quais pesquisou os números que deram origem a sua ofensa. Entre suas propostas, estava a fusão de municípios que seriam “dependentes economicamente”, a outros considerados “viáveis”.
Em Laje do Muriaé, Antoun terminou na 33ª colocação entre os candidatos mais votados para deputado federal.
Eduardo Paes arrumou o mesmo problema com os moradores de Maricá na década passada
O fenômeno curioso se repetiu em Maricá, na Região Metropolitana, onde o candidato a governador Eduardo Paes (PSD) teve 52.396 votos. Vale lembrar que numa conversa telefônica com o presidente Lula (PT), vazada pela Polícia Federal em 2016, Paes afirmou que então o ex-presidente tinha “alma de pobre” e comparou Atibaia (SP), onde fica um sítio que pertenceria a Lula, segundo o Ministério Público Federal, com o municípios do Rio.
“O senhor é uma alma de pobre. Eu, todo mundo que fala aqui no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma merda de lugar, porra!”, disse o ex-prefeito na ocasião.





















































