O empresário Lírio Parisotto foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar R$ 150 mil à modelo Luiza Brunet por danos morais relacionados ao episódio de violência doméstica ocorrido em Nova York, em maio de 2016. O valor será atualizado por juros e correção monetária.
A condenação é resultado de uma ação movida por Luiza, que havia pedido R$ 1 milhão de indenização. A modelo alegou que as agressões sofridas na ocasião provocaram prejuízos à sua imagem e à carreira profissional, incluindo perda de contratos publicitários, cachês e o cancelamento de um projeto cinematográfico.
Embora tenha nascido em Itaporã, no Mato Grosso do Sul, Luiza Brunet se mudou ainda criança para o Rio de Janeiro, onde cresceu e iniciou sua trajetória profissional. A modelo se tornou um dos nomes mais conhecidos da publicidade brasileira e também ganhou destaque no Carnaval carioca, especialmente à frente da bateria da Imperatriz Leopoldinense.
O episódio que deu origem ao processo aconteceu no apartamento de Parisotto, no Plaza Residence, em Nova York. Segundo o relato apresentado por Luiza, o empresário teria se exaltado após um jantar com amigos e, ao chegarem à residência, passado a agredi-la verbal e fisicamente.
A modelo afirmou ter recebido um soco no olho e diversos chutes. As agressões teriam provocado um hematoma no rosto e a fratura de quatro costelas.
Parisotto já havia sido condenado criminalmente pelo episódio a um ano de detenção em regime aberto, além da prestação de serviços comunitários. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o último recurso apresentado pelo empresário e manteve a condenação criminal.
Na ação por danos morais, a defesa de Parisotto argumentou que Luiza havia exposto amplamente o caso e que o empresário também teria sofrido prejuízos à imagem. A modelo, por sua vez, afirmou ter sido alvo de uma campanha difamatória supostamente articulada por terceiros a mando do ex-companheiro.
A decisão da Justiça paulista determina ainda que os juros da condenação sejam contados a partir da sentença, enquanto os juros de mora têm como marco inicial a data do episódio de violência, em 22 de maio de 2016.
























































