No meio da disputadíssima convenção do PSD, uma encrenca nos bastidores tirava o sossego dos caciques do partido. O ex-vereador Luciano Medeiros decidiu não mais disputar vaga para a Assembleia Legislatiava (Alerj) — o que enfraquece a soma total de votos da legenda.
Nos cálculos dos alvoroçados candidatos, sem Medeiros — cria do Complexo do Alemão e influente representante das comunidades — o PSD deve perder uns 25 mil votos na região de Olaria, Votos indispensáveis para o partido bater a meta de 14 deputados estaduais.
Como a “nota de corte” é alta, começaram logo durante a convenção as apostas sobre quem pode perder a vaga em plenário por causa da desistência do moço. E, claro, sobre quem seria o culpado.
Para os aspirantes, o responsável tem nome, e apelido: Washington Quaquá (PT).
O prefeito de Maricá (que os malvados chamam de emir, por causa da riqueza da cidade campeã dos royalties de petróleo) teria dado a Medeiros a missão de coordenar a campanha de Diego Quaquá (PT) na capital. Como confirma o “sobrenome”, Diego é filho de Quaquá — e vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
O cacique petista convenceu Luciano Medeiros que — diante das candidaturas do vereadores do PSD — é certa a conquista da cadeira definitiva no velho Palácio Pedro Ernesto em 2027.
Embora isso não seja, nem de longe, favas contadas.
Na atual legislatura, Medeiros é o sexto suplente do PSD na Câmara do Rio.

