O programa municipal Tolerância Zero começa nesta quinta-feira (16) com o objetivo de combater a exploração ilegal e criminosa de facções no controle do comércio nas orlas das praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
Serão 320 agentes atuando por dia em 69 pontos estratégicos, segundo a prefeitura. Alguns deles vão atuar infiltrados, filmando a atuação dos criminosos com o auxílio de drones e câmeras escondidas.
De acordo com a prefeitura, o objetivo da medida é combater cobranças ilegais pela utilização de pontos de venda, comércio clandestino de pontos e a disputa entre facções criminosas próximo a orla do Leme e de Copacabana. Além disso, o município também disse que uma das prioridades da medida é proteger os comerciantes regularmente autorizados.
No primeiro dia do programa, os acessos à Avenida Atlântica, no Posto 3 em Copacabana, amanheceram com grades da prefeitura. Também em Copacabana, na Praça Serzedelo Correia, pouco antes das 8h da manhã havia uma concentração de viaturas.
Ambulantes fizeram duas manifestações contra o Tolerância Zero
A política da Prefeitura do Rio foi anunciada no dia 7 de julho e é coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop).
Um dia após o anúncio oficial do programa, um grupo de ambulantes organizou uma manifestação para protestar contra a medida. No dia 8 de julho, manifestantes bloquearam uma faixa da Avenida Presidente Vargas. Já na última quarta-feira (15), comerciantes protestaram em frente ao Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio.
Um levantamento feito pelo mandato do vereador Leonel de Esquerda (PT) indica que, em Copacabana, há cerca de 600 vagas disponíveis para ambulantes, número que chega a aproximadamente 1.550 vagas em toda a Zona Sul e atinge quase 10.500 licenças em todo o município do Rio de Janeiro. A categoria, no entanto, denuncia a demora para a liberação.
Com informações de “O Globo“.

