A estrutura de uma mansão construída irregularmente no Joá, Zona Oeste do Rio, segue intacta mesmo após ser embargada pela Prefeitura do Rio há três anos. Apesar das decisões administrativas, como o cancelamento da licença; laudo da Secretaria Municipal de Urbanismo recomendando a demolição do imóvel; e compromisso firmado pelo proprietário com o Ministério Público Federal (MPF) para adequá-lo à legislação, o imóvel continua “de pé”.
Erguida na Rua Alberto Woolf Teixeira, a construção avaliada em R$ 10 milhões foi alvo de denúncias de associações de moradores ao MPF. Segundo a prefeitura, o casarão de três andares ocupa uma área muito superior à permitida pela legislação. A taxa de ocupação do terreno seria apenas 10%.
A obra também ocupa uma área de proteção ambiental inserida no entorno do Parque Nacional da Tijuca, região tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e sujeita a restrições urbanísticas e ambientais específicas.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do “Jornal O Globo”.

