O empresário Fernando Trabach Gomes foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na última quinta-feira (02), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne. Em 2022, postos de sua propriedade receberam R$ 478 mil para abastecer carros da campanha de Cláudio Castro (PL) para governador. Após a eleição, empresas ligadas ao empresário firmaram contratos com o governo do estado.
A prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a campanha gastou R$ 478 mil na compra de cerca de 70 mil litros de diesel. Dez dos 12 postos que forneceram o combustível pertenciam ao empresário. Os pagamentos foram feitos em 12 transferências de R$ 39,9 mil cada.
As buscas realizadas na quinta-feira tiveram como objetivo esclarecer as ligações de Trabach com o ex-governador e com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
O empresário também já foi investigado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) por suspeita de integrar uma organização criminosa. Na ocasião, sua defesa era feita pelo então advogado Rodrigo Bacellar.
Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista
Nesta 5ª fase da Operação Unha e Carne, Alexandre de Moraes determinou três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Além de um novo mandado de prisão contra o contraventor Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, preso sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.
Na lista encontrada pela PF em um dos endereços do bicheiro Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, constava o nome do ex-governador Cláudio Castro. O documento reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio.
Entre os alvos das buscas também estavam o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Fernando Trabach e Bernardo Coutinho, sobrinho do contraventor Adilsinho.
As investigações apontam que esta etapa busca aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro liderado por Adilsinho e possíveis ramificações junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio.
Com informações do portal “G1”.

