O programa Rio Sem LGBTfobia, uma das principais políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ no estado do Rio de Janeiro, enfrenta risco de interrupção após três meses de atraso nos repasses destinados à execução do convênio. A situação mobilizou trabalhadores do projeto, que realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (02), em frente ao Tribunal de Justiça (TJRJ), cobrando a regularização dos pagamentos.
Vinculado à secretaria de estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e instituído por lei estadual, o Rio Sem LGBTfobia mantém uma rede de 24 Centros de Cidadania distribuídos por diferentes regiões fluminenses. Os espaços oferecem acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento para serviços públicos, funcionando como porta de entrada para políticas de proteção e inclusão.
Segundo os profissionais que atuam no programa, os atrasos comprometem a continuidade dos atendimentos e colocam em risco a manutenção da estrutura responsável por atender milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Rio Sem LGBTfobia também mantém escola de capacitação
Além dos Centros de Cidadania, o Rio Sem LGBTfobia é responsável pela Escola Divinis, iniciativa de qualificação profissional destinada à população LGBTQIA+ e também a pessoas idosas.
O projeto oferece cursos de costura e capacitação para geração de renda, buscando ampliar oportunidades de inserção no mercado de trabalho e promover autonomia financeira para públicos em situação de vulnerabilidade.
Os trabalhadores alertam que a continuidade dos atrasos pode comprometer não apenas os atendimentos realizados nos centros, mas também o funcionamento da escola e de outras ações desenvolvidas pelo programa. Até o momento, os repasses permaneciam pendentes, segundo os profissionais envolvidos.

