A primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Queimados, na Baixada Fluminense, iniciou as operações nesta segunda-feira (22), após 18 meses de obras. O projeto recebeu o investimento de R$ 172,8 milhões com recursos do FGTS, via Novo PAC e programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades.
A unidade tem capacidade para tratar até 51 milhões de litros de dejetos por dia e atende a cerca de 270 mil moradores dos municípios de Queimados e Japeri.
20 piscinas olímpicas de esgoto deixam de ser despejadas no Guandu
Até então, Queimados e Japeri não tinham um sistema próprio de tratamento. O esgoto desses municípios, somado ao de Nova Iguaçu, era lançado sem tratamento nas redes pluviais e correspondia a 60% da poluição que chega ao Guandu. Com a nova estrutura, o volume diário que deixa de ser despejado na bacia equivale a 20 piscinas olímpicas.
A construção da usina, sob responsabilidade da concessionária Águas do Rio, é uma das contrapartidas contratuais do processo de privatização da Cedae, ocorrido em agosto de 2021.
Na cerimônia de entrega da ETE, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, afirmou que só é possível tirar do papel grandes obras de infraestrutura no país com união entre governos e capital privado.
“É importante a parceria com estados, prefeituras e concessionária. Só é possível fazer isso aqui acontecer a quatro mãos”, afirmou o ministro.

Sistema conecta 30% da bacia de Queimados e Japeri
A estrutura ocupa uma área de 38,4 metros quadrados próxima ao Rio Guandu. O projeto completo na região prevê um aporte total de R$ 640 milhões, que inclui a implementação de 700 quilômetros de redes coletoras, 13,2 quilômetros de coletores-tronco e mais de 60 estações elevatórias.
Atualmente, o novo sistema conecta 30% de toda a bacia de Queimados e Japeri. O cronograma acordado junto à agência reguladora e ao Ministério Público estabelece como meta expandir o atendimento para 90% da população local até o fim de 2027.

