Com a confimação de que o governo do estado vai manter a indicação do auditor federal Luiz Claudio Fernandes Lourenço Gomes para a presidência, começou a faxina (e a debandada) na Central Logística. À espera do novo comandante, a diretoria deu a partida na reforma administrativa.
Ainda na semana passada, 18 comissionados foram exonerados. Nesta segunda-feira (22), outros 22 entregaram suas cartas de demissão. Um policial militar, cedido, será devolvido. Quatro serão exonerados nos próximos dias. E um vai escapar, por enquanto, porque está de licença médica.
Com a ação, a Central Logística — responsável pela gestão do contrato do sistema de trens urbanos e pela operação dos bondes de Santa Teresa — já fica com 45 cargos vagos. E a ideia é só preencher 15 deles com novos nomeados. A redução de cerca de 30 cargos deverá representar uma economia estimada em até R$ 120 mil por mês aos cofres públicos — ou R$ 1,4 milhão por ano.
Governo do estado manteve a indicação para a presidência, mesmo com parecer contrário do compliance da Central Logística
A atual gestão está sendo conduzida interinamente por Marcelo Luiz Onida de Araújo, servidor público de carreira da Central Logística há 37 anos. Na semana passada, o governo do estado decidiu manter a indicação do auditor federal Luiz Claudio para a presidência — mesmo com o parecer contrário do Comitê de Elegibilidade e Governança, responsável pelo compliance da estatal.
Embora a Central Logística seja vinculada à Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), as nomeações e exonerações são de responsabilidade da empresa.

