No mesmo fim de semana em que é celebrado o Dia Internacional do Surfe, Saquarema segue “agitada” pela movimentação trazida pelo esporte ao município na Região dos Lagos. A cidade recebe mais uma edição da etapa brasileira do Circuito Mundial de Surfe (WSL) e, mesmo sem competições neste domingo (21) por conta da falta de ondas, a movimentação na economia local segue a todo vapor.
De acordo com relatos de comerciantes ouvidos pela Prefeitura de Saquarema, a competição esportiva, realizada na Praia de Itaúna, motivou um aumento de até 50% nas vendas em estabelecimentos da cidade.
A sócia de um bar e restaurante na Avenida Oceânica, Vanderlene dos Santos, bem perto de onde ocorrem as competições, confirma que a movimentação nesse domingo foi maior do lado de fora do mar.
“Hoje, a gente está aqui vendendo desde às 9h da manhã. Nos dias em que o surfe está rolando, a gente começa a vender mais mesmo depois das 16h, quando acabam as baterias”, explica a empresária.
Edição passada do Mundial em Saquarema gerou R$ 93 milhões em renda
A prefeita de Saquarema, Lucimar Vidal (PL), afirma que a atuação do poder público ao sediar o campeonato envolve tentar fazer o interesse pelo esporte transbordar no movimento econômico da cidade. No ano passado, durante a disputa da etapa da elite do Mundial de Surfe, a estimativa é de que tenham sido gerados R$ 93 milhões em renda.
“A nossa atuação tem sempre o objetivo de fazer com que os eventos sediados em Saquarema tragam mais qualidade de vida para quem mora aqui. E o Mundial de Surfe é parte fundamental dessa lógica”, comemorou a prefeita.
As competições deste ano voltam a acontecer na segunda-feira (22). No masculino, os brasileiros Yago Dora e João Chianca, além dos irmãos Samuel e Miguel Pupo, continuam na briga pelo título da etapa. No feminino, duas estadunidenses, uma espanhola e uma francesa ainda continuam no páreo.

