Um policial militar da ativa foi preso na manhã desta sexta-feira (19) durante uma operação da Polícia Civil contra a narcomilícia que atua na região do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A ação, coordenada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), tem como alvo a cúpula do grupo criminoso, investigado por extorquir comerciantes, moradores e empreiteiras responsáveis por obras públicas na região.
Segundo as investigações, a organização também mantinha um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 25 milhões. Os agentes cumpriram 50 mandados de busca e apreensão na Capital, Baixada Fluminense e Interior do estado, visando desarticular a estrutura financeira e operacional da quadrilha, considerada uma das principais forças criminosas da área.
Cabo da PM preso na operação
Segundo informações da TV Globo, um dos principais alvos é o cabo da Polícia Militar Alexandro Santos Martins, lotado no 23º BPM (Leblon).
O policial foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após os agentes da PCERJ cumprirem mandado de busca e apreensão em um imóvel no Recreio dos Bandeirantes.
Até o momento, ao todo, três indivíduos foram presos e outros dois foram conduzidos para prestar esclarecimentos.
Extorsão de obras públicas levou investigadores a esquema milionário de lavagem de dinheiro
As investigações começaram após denúncias de que uma empresa terceirizada contratada para executar obras de infraestrutura e saneamento na região vinha sendo alvo de extorsão por parte da narcomilícia.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos exigiam pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores no local, utilizando ameaças e intimidações para impor as cobranças.
Ao rastrear o destino dos recursos obtidos ilegalmente, os agentes da Draco identificaram contas bancárias utilizadas para receber os valores das extorsões. A análise financeira revelou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro destinado a ocultar a origem ilícita dos recursos.
Entre as irregularidades detectadas estão movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, uso de contas de passagem, fracionamento de transferências e rápida circulação de dinheiro entre pessoas físicas e jurídicas ligadas à organização criminosa.
Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a operação realizou o pedido de bloqueio judicial de ativos, contas bancárias, bens e valores vinculados aos investigados em mais de R$ 25 milhões.

