A Justiça do Rio negou o recurso do empresário Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomercio, contra a penhora de um apartamento luxuoso no edifício Venâncio, no Leblon, avaliado em cerca de R$ 12 milhões.
O imóvel foi arrematado em leilão por R$ 7,8 milhões, valor inferior à avaliação feita em laudo técnico.
Ação foi movida pela dona de uma casa no Condomínio Portobello, em Mangaratiba
A ação de penhora foi movida por Fátima de Queiróz Araújo Gomes, que em 2001 vendeu uma casa no Condomínio Portobello, em Mangaratiba, para o empresário. Mas ele não transferiu a propriedade para o seu nome e o imóvel acumulou dívidas de IPTU e cotas condominiais nesses 25 anos.
A antiga proprietária, que ainda figurava como dona do imóvel no Registro Público, precisou liquidar os valores atrasados numa conta de mais de R$ 200 mil, sem ser ressarcida por Orlando Diniz.
Ex-presidente da Fecomercio envolvido em escândalo
O empresário responde por improbidade administrativa durante sua gestão na Fecomercio devido à transferência ilegal de recursos do Senac e Senai. Ele também esteve preso na “Operação Jabuti” por envolvimento na Lava-Jato.
No recurso contra a ação de penhora, Diniz alegou que o apartamento do Leblon seria a sua residência familiar e que possuáa um valor 50 vezes maior do que a dívida com os tributos atrasados de Mangaratiba.
Mas, de acordo com um oficial de justiça, o apartamento está completamente vazio, sem móveis, e não é mais local de moradia do empresário.
Com informações do Jornal O Globo.

